quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Presos fazem rebelião e sequestram dois carcereiros

Presos do minipresídio de Paranavaí, no noroeste do estado, promoveram um quebra-quebra na carceragem e sequestraram dois funcionários entre o final da tarde e o começo da noite de ontem (7). Por sorte, ninguém se feriu; o sistema de monitoramento por câmeras de vigilância foi praticamente destruído com o incidente.

Funcionários do minipresídio disseram que o problema começou às 17h30, quando dois carcereiros estavam recolhendo os presos (soltos nos corredores) e fechando as celas. Neste momento, perceberam que uma grade estava serrada. Um dos presos conseguiu tomar as chaves do carcereiro e o rendeu. O outro funcionário foi rendido na sequência.

Porém, um terceiro funcionário do turno conseguiu fechar a grade que dá acesso às celas, impedido uma fuga em massa. "Na verdade, os presos queriam fugir: não foi uma rebelião, mas uma tentativa de fuga que acabou frustrada. Então, os presos mantiveram os funcionários reféns para evitar represálias", disse um funcionário do minipresídio que não quis se identificar.

O delegado-chefe foi chamado ao minipresídio e negociou com os presos. Obteve a soltura dos carcereiros com a garantia de que ninguém seria punido pela tentativa de fuga. Hoje, uma revista geral será feita nas celas a procura de objetos proibidos.

"Trabalhamos sob tensão nos finais de semana e nos feriados. São apenas três funcionários por turno e sequer temos guarda externa. É um risco constante", desabafou um funcionário. "Temos um número inexpressivo de funcionários diante de uma massa carcerária que só cresce".

São cerca de 170 presos no minipresídio de Paranavaí, mas há apenas 90 vagas.


País ainda tem 14,1 milhões de analfabetos


Os analfabetos do País estão concentrados entre homens; maiores de 25 anos; e localizados na região Nordeste. As conclusões constam da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2009, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (8).

Segundo o instituto, a taxa de analfabetismo do País em pessoas com 15 anos ou mais de idade caiu de 10,0% para 9,7% entre 2008 e 2009, a quinta queda consecutiva. Porém, mesmo com a queda, este porcentual ainda representa um volume grande em números absolutos, somando 14,1 milhões de pessoas analfabetas no Brasil em 2009.

O IBGE também apurou uma discrepância entre analfabetos homens e mulheres: em 2009, a taxa de analfabetismo entre homens de 15 anos ou mais de idade foi de 9,8% e a das mulheres para a mesma faixa etária foi menor, de 9,6%. Ainda segundo o IBGE, 92,6% dos analfabetos em 2009 tinham 25 anos ou mais de idade.

Entre as regiões, o Nordeste é o destaque negativo, com taxa de analfabetismo em 18,7% em 2009, a maior do País. A segunda posição entre as regiões com maior proporção de analfabetos ficou com a Norte, com taxa de 10,6%, seguido por Centro-Oeste (8,0%); Sudeste (5,7%); e Sul (5,5%).

O instituto também apurou que a taxa de analfabetismo funcional, que é a proporção de pessoas com 15 anos ou mais de idade com menos de quatro anos de estudos completos em relação ao total de pessoas com 15 anos ou mais de idade, foi duas vezes superior à taxa de analfabetismo, com resultado de 20,3% em 2009. Mas esta taxa foi menor do que a apurada em 2008, para analfabetismo funcional (de 21%).