quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Eleições 2010

Crise interna abala campanha de Beto Richa na reta final


Faltando pouco mais de uma semana para a eleição, e com as pesquisas indicando empate na disputa pelo governo do Estado, a campanha do candidato do PSDB, Beto Richa, viveu ontem um dia de crise interna.

Candidato ao Senado na coligação que apoia o tucano, o deputado federal Ricardo Barros (PP) se recusou a ceder espaço no horário a que tem direito na propaganda eleitoral no rádio e na TV para o candidato ao governo.

Barros confirmou ainda o desconforto com os rumos da campanha de Richa, acusando a coligação de privilegiar a candidatura do deputado federal Gustavo Fruet (PSDB) ao Senado, em detrimento da sua própria candidatura.

O confronto gerou notícias de que o deputado - vice-líder do governo Lula na Câmara Federal - pudesse abandonar Richa nos próximos dias em favor do candidato do PDT ao governo, Osmar Dias, o que ele descartou. “Tenho problemas com o PSDB e isso eu não vou negar, mas não vou fazer campanha para qualquer outro candidato que não seja da minha coligação no Paraná.

Apenas recebi uma consulta para aumentar a exposição do Beto e neguei. Por conta disto estão criando uma crise interna”, confirmou o parlamentar.

Os boatos de que Barros apoiaria Dilma Roussef (PT) e Osmar Dias (PDT) cresceram ontem por conta da visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Paraná.

Lula chega hoje em Curitiba e segue amanhã para Maringá, onde fará uma série de assinaturas de convênios e visitará a Vila Olímpica, ao lado do prefeito Silvio Barros II, irmão de Ricardo Barros.

“Não vou negar que tenho um excelente contato com o Lula e simpatia pelos integrantes do PT do Paraná. Aliás, pretendia uma coligação com o partido que não foi possível por falta de uma composição que nos garantisse a vaga do Senado, não havia espaço para o PP.

Mas não divergimos”, ponderou Barros. A coligação de Osmar Dias decidiu lançar para o Senado as candidaturas de Roberto Requião (PMDB) e Gleisi Hoffmann (PT).

Eleições 2010

Prazo para pedir segunda via do título de eleitor termina nesta quinta

Os eleitores têm até a próxima quinta-feira (23) para solicitar a segunda via do título de eleitor. A partir deste ano, o uso do título será obrigatório da hora de votar juntamente com um documento oficial com foto - até as últimas eleições, era permitido votar com apenas um dos documentos.

A exigência dos dois documentos está descrita na lei 12.034/2009, conhecida como a minirreforma eleitoral -- clique aqui para ver. Entre outras questões, essa lei introduziu regras para campanha na internet e determinou a impressão do voto eletrônico a partir de 2014.

De acordo com a Justiça Eleitoral, é permitido pedir a segunda via em qualquer cartório eleitoral do país, mesmo fora do domicílio do eleitor. Para obter a segunda via, é preciso levar documento oficial com foto.

Os documentos oficiais aceitos pela Justiça Eleitoral, tanto para retirar a segunda via do título como para votar, são: documento de identidade, identidade funcional, carteira profissional, carteira de motorista, certificado de reservista ou passaporte. A Justiça Eleitoral destaca que certidões de nascimento ou casamento não são aceitas em nenhum dos casos.

Só pode pedir segunda via quem já requereu até 5 de maio a inscrição eleitoral.

Em alguns cartórios, a reimpressão é feita na hora. O prazo final para os cartórios entregarem a segunda via para quem pediu o documento é 2 de outubro, véspera do primeiro turno da eleição.

Conforme o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), estão aptos para votar 135,8 milhões de eleitores neste ano.

Violência

Homem é morto a tiros na frente da própria casa

Um homem foi assassinado na frente da própria casa em Sarandi, por volta das 3h de quarta-feira (22). De acordo com a Polícia Civil, Valdomiro André de Souza, 33 anos, foi morto com pelo menos três tiros. O autor do crime não roubou nada. O corpo da vítima foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) de Maringá.

A polícia não tinha identificado o suspeito de cometer o crime até as 8h45 desta quarta-feira (22). O caso será investigado.

Serra faz promessas, mas mostra desconhecimento sobre o Bolsa Família


Ao falar nesta terça-feira sobre a promessa de criar uma espécie de 13ª parcela do Bolsa Família, o presidenciável tucano, José Serra, demonstrou desconhecimento do principal programa de transferência de renda do país.

Numa rápida entrevista em São Paulo, Serra falou dois minutos sobre o Bolsa Família. Nesse intervalo, cometeu dois deslizes.

Primeiro vinculou equivocadamente o valor do salário mínimo aos critérios de inclusão no programa.


"O salário mínimo de R$ 600 [outra promessa do tucano] vai ampliar quantitativamente o número de famílias do Bolsa Família. Porque hoje o critério está relacionado com o salário mínimo. Meio salário mínimo per capita, alguma coisa assim. O salário mínimo sendo mais alto mais famílias entram no Bolsa Família", declarou o tucano.

O valor do salário mínimo (R$ 510), na verdade, é usado para a inclusão das famílias no Cadastro Único. São cadastradas nesse banco de dados (coordenado pelo governo federal e abastecido pelas prefeituras) as famílias com renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa (hoje R$ 255).

Já o critério para inclusão no Bolsa Família é outro. O "corte" de renda é definido com base em dados do IBGE e na inflação acumulada. Hoje estão aptos para receber o cartão aquelas com renda per capita mensal de até R$ 140. Ou seja, quanto maior o salário mínimo, em tese será menor o número de famílias atendidas pelo programa, já que avançaria também a renda por pessoa.

Na mesma entrevista desta terça, o segundo deslize de Serra veio ao discorrer sobre a necessidade de manter o benefício às famílias com pessoas empregadas. O tucano disse que definirá um prazo ("será mais de um ano") no qual a família poderá acumular um novo emprego e o cartão do programa. Esse prazo já existe. É de dois anos e foi definido em decreto de 2008.

Hoje 12,6 milhões de famílias recebem o Bolsa Família, todas elas antes incluídas no Cadastro Único, esse com cerca de 20 milhões de famílias e que serve como banco de dados oficial de pessoas de baixa renda.