Política por vocação sim, não por profissão


2012 esta chegando, e novamente teremos os políticos profissionais atuando em nosso município. Eles não o são por vocação, por competência ou por conhecimento, o são por profissão.

O político profissional, embora a nomenclatura possa confundir, não é aquele que, eleito para um cargo público pelo eleitorado, consegue sucessivos mandatos e vive dentro do meio político, obtendo seu sustento de seus vencimentos advindos dos nossos impostos. Até porque esse político pode muito bem ter uma trajetória de grande espírito cívico, servidão à população e realizações. O profissional é aquele que só se elege com o intuito de obter três coisas: Os salários, as mordomias e o status.

Já ocorre há tempo esse fenômeno de termos pessoas que encaram a política como profissão na nossa querida Sarandi. Temos agora as pessoas que se porta com a vontade de atingir cargos, de poder usufruir dos benefícios do mesmos. Elas servem aos outros querendo algo em troca e não por serem solidários, e não por sentir um compromisso interno de fazer a diferença. A política para elas é fim e não consequência.

Existiu um tempo em que o político era, normalmente, mais sábio. Isso ocorria não só pelo fato de ele ter tido uma profissão normal, como qualquer outra, antes de entrar para a política, como também pelo fato de ele encarar a política como um serviço público. Ele tinha em mente trabalhar para o povo e receber uma compensação financeira em troca, e não, obter um gordo salário e prover uma pequena compensação em trabalho parlamentar, que aliás, cá para nós, ainda diminuiu de intensidade com o tempo e com o aumento das folgas, férias, licenças e afins.


O que prego é que não tenhamos políticos que olhem para frente e enxergue na política cargos para acomodar os amigos, poder para dar carteiradas, dinheiro para mudar de vida ou status para sua vida social. Isso sem falar dos que entram para a política pensando em usufruir do foro privilegiado e das facilidades no judiciário ou em se unir a verdadeiros bandidos em esquemas de propina e desvio de dinheiro público.


É com políticos corretos que faremos política, e não, politicagem ou politicalha, que é o que, na verdade, vemos hoje na nossa querida Sarandi.

Precisamos de políticos servidores e não superfaturadores,precisamos de mais ética, mais moral e mais cidadania

Sarandi precisa de políticos por vocação e não profissão.

Por Valdir Costa

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