terça-feira, 10 de maio de 2011

Prefeito se diz 'surpreso' e exonera procurador

Uma coletiva de imprensa foi convocada pelo prefeito Barbosa Neto para esclarecer as 15 prisões realizadas na manhã desta terça-feira e as irregularidades na saúde pública envolvendo os institutos Atlântico e Galatas.

Durante a entrevista, o prefeito se disse surpreso com a prisão, e anunciou a exnoeração do procurador Fidelis Canguçu, um dos presos na operação.

A secretária municipal de saúde Ana Olympia e o secretário municipal de gestão pública Marco Cito, explicaram que desde a contratação dos institutos em termos emergenciais, a prefeitura teve a preocupação de fazer uma prestação de contas mensal.

"Desde o começo o prefeito viu a necessidade de fazer uma prestação de contas mensal, visto os problemas anteriores com o Ciap", comentou Cito. Segundo ele nos três primeiros meses uma auditoria foi instalada e as irregularidades começaram a aparecer.

O prefeito informou que devido aos problemas a 4ª parcela não foi repassada aos institutos. No quinto mês o pagamento foi feito devido a uma ameaça de greve e a sexta parcela foi paga parcialmente.

Os institutos são responsável por serviços essenciais de saúde como o Samu, a Policlínica e a Internação Domiciliar. O secretário Marco Cito disse que entre hoje e amanhã a administração deverá decidir como proceder com esses serviços, mas garantiu que a população não será prejudicada.

A data final do contrato com as Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (Ocips) termina no dia 8 de junho. O prefeito Barbosa Neto afirmou que a prioridade agora é ressarcir os cofres púbicos.

Entre as pessoas que foram presas na operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) estão o procurador jurídico do município, Fidélis Cangussu, os presidentes dos institutos Atlântico e Gálatas e dois integrantes do Conselho Municipal da Saúde, Marcos Ratto e Joel Tadeu Correia.


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