Professores cogitam desistir da profissão após casos de violência em sala


Professores do Colégio Carlos Chagas, em São João de Caiuá, na região de Paranavaí, pensam em desistir da profissão após uma série de casos de violência, incluindo vandalismo e das ameaças feitas por estudantes, ocorridas recentemente no colégio. O caso foi mostrado por reportagem da RPCTV Paranavaí.

Nos últimos meses, bombas caseiras já foram jogadas nas salas de aula, torneiras novas foram arrancadas e parte da fiação elétrica foi cortada pelos alunos. O último incidente foi o considerado mais grave: um aluno descarregou um extintor de incêndio durante uma aula. A situação causou corre-corre, por conta do susto causado pelo aluno.

Os professores estão assustados com a situação. “Não pretendo continuar sendo professora, não”, comentou uma docente, que preferiu não se identificar. “Vou estudar, fazer outros concursos, porque não tem condições, pois a gente vai para o colégio achando que vai fazer a diferença, mas não é isso que acontece.”

Adolescentes podem ser punidos

O delegado Algacir Ramos ressaltou que alunos podem ser penalizados por conta de atos de vandalismo e violência em instituições de ensino. "É utopia pensar que menor não fica custodiado", disse. "A princípio são 45 dias, mas a promotoria pode requerer 90 dias e, posteriormente, isso pode gerar custódia de três anos em Curitiba."

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