Câmara de Vereadores de Sarandi: Uma Questão de Qualidade e não de Quantidade.
“Para a Igreja, a fé deve ordenar toda a vida do homem e todas
as suas atividades, também as que se referem à ordem política”.
(Exigências Cristãs de uma ordem política, nº 4)

Criada por pressão, principalmente dos pequenos partidos, a Emenda Constitucional nº 58/2009 traçou um novo desenho das Câmaras Municipais no Brasil, adicionando duas faixas populacionais para a definição dos números de vereadores nas cidades.
No caso de Sarandi, com uma população de 82.273 habitantes, segundo o Censo 2010 do IGBE, seria possível aumentar dos atuais 10 (dez) para até 17 (Dezessete) o número de Vereadores.
Em estudo realizado pelo Dr. Allan Marcio (Portal do Controle Social de Sarandi – www.controlesocialdesarandi.com.br ) além dos quase R$ 500 mil já contingenciados para a “Ampliação da Câmara” no Orçamento Municipal, uma estimativa inicial do estudo, aponta que o acréscimo de 7 (sete) novos “Vereadores”, somados aos mais de 14 (quatorze) novos assessores, faria com que a “Folha de Pagamento”, caso não aumente os Salários, saltaria dos atuais R$ 1,2 Milhões  para R$ 1,9 Milhões, ou seja, um crescimento de 41,23%, isso sem contabilizar as despesas com novos efetivos e manutenção da casa, podendo até chegar a R$ 2,5 milhões em 2013.
Olhando ainda, a quantidade da “produção legislativa” local, observa-se que a mesma deixa muito a desejar em termos de “qualidade”, seja na elaboração de lei que iria de encontro aos anseios da população, seja na fiscalização efetiva do poder executivo.
Em uma cidade como a nossa com mais de 10 mil famílias vivendo com um Salário Mínimo em média, segundo dados do Bolsa Família, além de deter 35% ( 29 mil )  da população de crianças e jovens até 20 anos sem as devidas atenções em políticas públicas que os priorizem como cidadãos e cidadãs.
Como, então, um município que não tem “prédios” próprios para abrigarem sua Prefeitura e até as suas Secretarias Municipais, gastando algo em torno de R$ 700 mil por ano em “Alugueis”, sem contabilizar a saúde, infraestrutura e outras urgências sociais reprimidas poderá aceitar uma elevação do número de vereadores, silenciosamente?
Diante deste quadro, uma reflexão serena e desapaixonada nos leva a perguntar: É justo pensar, então, aumentar o número de vereadores neste momento, uma vez que, a elevação do número de cadeiras não é “obrigatória” e depende do aval do eleitor que, em última analise, pagará a conta?
Como Padres e Pastores do Povo de Deus Católico de Sarandi, embora reconhecendo nossas limitações e fraquezas, queremos por direito e por dever, CONCLAMAR, os cidadãos e cidadãs sarandienses a dizer um sonoro... NÃO!!! a qualquer tentativa dos atuais vereadores em elevar esse número.
Portanto, neste momento acreditamos no “bom senso” da atual câmara de vereadores em não procurar legislar em causa própria ou a ceder a interesses corporativista e partidarista em prejuízo ao bem comum e do desenvolvimento de nossa cidade.
Com o desejo de ajudar Sarandi,

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Paróquia Nossa Senhora das Graças                Paróquia São Paulo Apóstolo
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Paróquia Sta. Terezinha do Menino Jesus        Paroquia Nossa Senhora da Esperança
                                                                                  



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