segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Mobilização de professores fecha escolas no Paraná


Os professores e funcionários de escolas do Estado do Paraná vão para as ruas nesta terça-feira (30), data em que a categoria se mobiliza em todo o Estado para marcar a luta por direitos trabalhistas que não estão sendo respeitados pelo governo estadual.

Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná APP-Londrina, Antônio Marcos Rodrigues Gonçalves, a prinicpal reivindicação da categoria é a equiparação do piso salarial do Paraná com o nacional. Segundo ele, a defasagem é de 3%. "Temos uma boa expectativa em Londrina, acreditamos que todas as escolas vão parar suas atividades e grande número de professores irão ao Calçadão ampliar o movimento".

Em Curitiba, a concentração será na Praça Santos Andrade a partir das 9h e em seguida haverá uma caminhada no Centro Cívico de Curitiba em direção ao Palácio das Araucárias, sede do governo. Ao meio-dia haverá uma apresentação cultural de João Bello e Susi Monteserrat, com o lançamento do DVD "O Semeador de sonhos".

O ato público em Londrina será no Calçadão em frente ao Teatro Ouro Verde, região central da cidade.

Entre outras reivindicações, destaca-se também a busca de um atendimento digno de atenção à saúde, hora-atividade de 33%, conforme a Lei do Piso (11.738), realização de novos concursos, auxílio transporte para todos os funcionários, nova oferta de dobra de padrão (Cargo de 40 horas), reconhecimento de titulação na carreira para funcionários, entre outras bandeiras dos educadores.

'30 de agosto'

No dia 30 de agosto de 1988, os professores estaduais foram às ruas numa passeata histórica. Na época, a categoria estava em greve e exigia do governo Álvaro Dias, entre outros itens, o pagamento de um direito que lhes cabia: o piso de três salários mínimos. Na esperança de abrir as negociações com o Executivo, os trabalhadores da educação - e vários membros da comunidade escolar - caminharam até o Centro Cívico para tentar dialogar com o poder público. No entanto, ao chegarem ao local, em vez de serem recebidos pelo governo, foram recepcionados pela polícia - inclusive a cavalaria -, que os rechaçou a base de cacetetes, cães e bombas de efeito moral. A repressão deixou dezenas de feridos. Desde então, a data '30 de agosto' tornou-se o "Dia de Luto e de Luta dos Trabalhadores em Educação Pública", na qual a categoria vai às ruas cobrar o devido respeito à educação e ao trabalho de professores e funcionários de escola.

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