Policiais civis aprovam indicativo de greve no Paraná


Policiais civis do Paraná decidiram, em assembleia realizada na noite de quarta (15), realizar operações-padrão imediatamente e enviar comunicado às autoridades de que entrarão em greve em 48 horas após a notificação. "Negociamos por um ano e o que nos foi apresentado é um desrespeito, é inaceitável", disse o presidente do Sindicato das Classes Policiais Civis do Paraná (Sinclapol), André Gutierrez.

Segundo ele, o salário base da Polícia Civil é de R$ 2.700. Os policiais pediam um salário inicial de R$ 5.750. No entanto, a tabela oficial apresentada traz o valor de R$ 3.400. "A tabela dá um pequeno ganho apenas para alguns policiais de quinta classe", acentuou Gutierrez. "Nós dissemos que daquela forma nem pegaríamos uma cópia para apresentar na assembleia." O governo deve mandar a tabela até o dia 1º de maio para a Assembleia Legislativa. "Pedimos que melhore, e muito", acentuou o presidente do Sinclapol.

Em uma assembleia bastante inflamada, com mais de 300 policiais presentes (há aproximadamente 4 mil no Estado), a proposta de operação-padrão e greve em 48 horas foi aprovada com unanimidade. Pelos discursos, as operações devem ter como alvo, sobretudo, bancas do jogo do bicho e locais de prostituição e de grande aglomeração de pessoas nos finais de semana. Além disso, os servidores que ficarem nas delegacias devem se ater a realizar apenas as atividades específicas da Polícia Civil ou aquelas que estão estritamente previstas na legislação. Dessa forma, não devem ser realizados, entre outros, os trabalhos de guarda e transporte de presos ou flagrantes sem ausência de delegado.

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