terça-feira, 17 de julho de 2012

Com novo pátio, aeroporto passa a receber grandes aeronaves de carga

Com a inauguração do novo pátio nesta terça-feira (17), o Aeroporto Regional Silvio Name Júnior, em Maringá, passará a receber grandes aeronaves com quantidade ilimitada de cargas internacionais. A informação foi confirmada nesta manhã pelo superintendente do terminal, Marcos Valêncio. O novo pátio é resultado da criação do Tráfego Internacional de Cargas de Maringá em 2006, a partir de habilitação concedida pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) ao terminal.Para Valêncio, a mudança traz mais qualidade também aos voos diários de passageiros. “O pátio vai melhorar a estrutura para as aeronaves de carga e, além disso, poderemos receber mais posições [vagas] para aeronaves de passageiros, ampliando o nosso suporte.” A construção do novo pátio, cuja área é de 13 mil metros quadrados, custou R$ 3 milhões. Deste total, 70% vieram do Programa Federal de Auxílio a Aeroportos (Proffa) e os 30% restantes, do governo estadual. “Até hoje recebemos grandes aeronaves vindas de Miami [nos Estados Unidos] com frequência de operações quinzenais e cargas limitadas, porque não tínhamos pátio com essa área e suporte”, lembrou o superintendente do aeroporto. Vale ressaltar que o aeroporto de Maringá terá outro investimento no segundo semestre deste ano, para o aumento do comprimento da pista e a ampliação do terminal de passageiros. A pista terá aumento de 2,1 mil metros para 2,3 mil metros. Além disso, será criada uma via pela qual os aviões vão circular para sair ou chegar à pista, chamada de taxiway, com 1,5 mil metros de extensão.
Comissão de Orçamento aprova texto que sobe mínimo para R$ 667,75

A Comissão Mista de Orçamento (CMO) aprovou nesta terça-feira (17) o texto-base da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2013. Mas ainda falta a votação de destaques apresentados pelos parlamentares, que ainda podem alterar pontos do texto. O parecer do senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) foi acertado com o governo. Apesar da retração da economia em 2012, o crescimento é mantido em 5,5% do PIB para 2013 - apesar de o mercado já ter reduzido a previsão para este ano para cerca de 2% -, o superávit primário em R$ 155,85 bilhões e o salário mínimo sobe para R$ 667,75 no ano que vem, contra os atuais R$ 622,00, reajuste de 7,3%. Por pressão da oposição, o relator concordou em retirar do texto autorização para manter os investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), mesmo se o Orçamento da União de 2013 não for aprovado até 31 de dezembro deste ano. Com isso, o governo só continua podendo gastar com o custeio da máquina, caso o Orçamento não seja aprovado até 31 de dezembro. Todos os anos, o governo tenta incluir esse item, mas a oposição retira na negociação final.O relator ainda inovou ao prever que poderão ser abatidos do superávit um total de R$ 45,2 bilhões de investimentos prioritários - mudança com a qual os técnicos do governo concordaram. Até agora, o abatimento era feito usando como base apenas os investimentos do PAC. Mas os técnicos dizem que essa alteração não tem problemas, porque o PAC está dentro dos investimentos prioritários. Mas Valadares desagradou o governo ao criar o chamado Anexo de Metas, uma lista de obras prioritárias no valor de R$ 11 bilhões. O governo não havia enviado o Anexo, como determina a LDO, e argumentou que as prioridades eram as obras do PAC. A criação deste Anexo, segundo Valadares, teve aval do Ministério do Planejamento, mas técnicos dizem que pode haver vetos.