sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Criança de nove anos é encontrada acorrentada

Uma criança de nove anos foi encontrada pela Polícia Militar acorrentada em casa, ontem (23), em um bairro de Santo Antônio da Platina, na região Norte do Paraná. O menino estava sozinho e a corrente, com cerca de 2 metros, com cadeados, prendia a criança à sua cama. O garoto não tinha comida, água ou banheiro ao seu alcance, e segundo apurou-se os pais o deixavam assim quando saiam para trabalhar. A mãe trabalha no comércio e o padrasto é mecânico. Os policiais chegaram até a casa depois de denúncias anônimas. Eles usaram uma serra para romper a corrente e libertar o menino. O garoto foi encaminhado ao Conselho Tutelar da cidade, onde foi atendido. Os pais da criança foram identificados e encaminhados à delegacia. Em depoimento à polícia, o padrasto e a mãe do menino disseram que tomaram a decisão de acorrentar a criança porque, apesar da idade, a criança estaria envolvida com o consumo e o tráfico de drogas na região onde vivem. Segundo o casal, esta foi a primeira vez que a criança ficou acorrentada. O casal tem ainda outros três filhos, mas que não estavam na casa no momento em que a polícia chegou. O Conselho Tutelar de Santo Antônio da Platina disse que o menino sofre de problemas psicológicos e já teve dezenas de passagens pelo órgão. O garoto chegou a morar em um abrigo, porque a mãe não tinha condições de cuidá-lo. O casal foi liberado pela Polícia Civil depois de assinar um termo circunstanciado. Apesar do ato, a criança voltou com os pais para casa.

Fonte: CGN

Polícia detém homem acusado de falsificar diplomas de Ensino Médio em Maringá

A Polícia Civil de Maringá realizou, na manhã desta sexta-feira (24), uma operação com o intuito de desmantelar um esquema de falsificação de diplomas de Ensino Médio. Foram apreendidos computadores, pen drives, celulares, R$ 5 mil em dinheiro e dezenas de certificados supostamente fraudados. Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos em residências e faculdades, sendo seis deles em Maringá, dois em Colorado e dois em Astorga.Um homem, Juraci Castro, foi encaminhado para a 9ª Subdivisão de Polícia Civil sob a suspeita de comandar o esquema. Conforme o delegado Antônio Brandão Neto, que investiga o caso há dois anos, os "clientes" chegavam até os falsificadores através de indicações e também anúncios em jornal. Conforme o delegado, a maioria dos interessados queriam o diploma para ingressar em faculdades. "Ele anunciava cursos rápidos de Ensino Médio à distância em classificados de jornal. Em conversa com os interessados, explicava que bastava pagar entre R$ 1,2 mil e R$ 2 mil, que ele fornecia o diploma sem necessidade de provas ou qualquer tipo de curso", explica o delegado. Os diplomas foram vendidos em várias cidades do Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Castro deve ser ouvido e liberado ainda nesta sexta-feira para responder inquérito em liberdade. "Os certificados passarão para uma perícia, que irá dizer se houve fraude. Também examinaremos os aparelhos eletrônicos apreendidos em busca de mais provas", explica. O delegado acredita que exista uma quadrilha envolvida no esquema. "Trabalharemos agora pra identificar os outros integrantes do bando", fala.

Fonte: Gazeta Matingá