quinta-feira, 4 de outubro de 2012

ENTRE O ALTAR E O PALANQUE



foi dada a largada. De todos os lados vemos, ouvimos e sentimos o “clima da campanha eleitoral... O que não me parece bom é a perigosa relação que se estabeleceu (e tem ficado cada vez mais escancarada) entre a política partidária e as igrejas. Não digo que a religião deva distanciar-se da política como se ela fosse algo à parte da vida, uma coisa suja etc. Isso não! E se alguém vai por tal caminho vai contra a própria natureza profética que deve ser marca de todo cristão. Estamos neste mundo e nele devemos viver de tal maneira que sejamos luz em todas as realidades, inclusive no mundo da política. Na verdade “o papel das igrejas deveria ser de alertar e incentivar a participação dos fiéis na fiscalização, no acompanhamento dos eleitos, na formação ética e cristã dos que têm vocação para a política. DEVERIA, eu disse! O que estamos assistindo é coisa bem diferente. Uma pessoa medianamente consciente que vê sua igreja “fechar” com determinado partido ou candidato deveria ficar, pelo menos, preocupada.” Raciocina comigo: é honesto aproveitar uma comunidade convocada e reunida pela Santíssima Trindade para ali pedir voto para quem quer que seja? Tenho o direito de me aproveitar daquele Espaço e daquela Hora que são do Divino Criador e seus filhos para promover alguém como sendo o “meu preferido” ou o “nosso candidato”? Não podemos transformar o altar em palanque. Os candidatos que se apresentam como católicos precisam entender que, como membros da Santa Igreja, contarão sempre com nosso amor e nossas orações, mas que suas candidaturas precisam ser construídas no dia-a-dia da comunidade, naturalmente, sem “forçarem a barra” como estão fazendo, pois isso está fora dos planos de Deus. Enfim, precisamos não perder o rumo: Orientar sim! Direcionar, não! A política é coisa séria, a Igreja é casa santa. Não desmoralizemos nem uma, nem outra.