NOTA DE REPÚDIO CONTRA A VIOLÊNCIA COMETIDA CONTRA ESTUDANTES DA UEM





Não é de hoje que procura-se relacionar os estudantes da UEM ao estigma de “baderneiros” e “desordeiros”.  Esse estigma acaba sendo empregado para justificar ações de violência como as ocorridas ontem.  Interessante que em épocas de vestibular milhares de vestibulandos são recebidos de braços aberto$.
 Ao contrário do que está sendo publicizado, ontem não estava acontecendo um sarau na UEM.  E mesmo que estivesse de forma alguma justificaria ações violentas.
Evitemos generalizações. Há sim agentes comprometidos com a função pública e a exercem com respeito às pessoas e sua dignidade.  Por outro lado, há aqueles que cometem desvios de conduta. Esses devem responder por seus atos, no rigor da lei.
O episódio de ontem comprova duas realidades. Primeiro o total despreparo dos agentes que atuaram nessa situação. Segundo, a existência de uma cultura de repressão que desrespeita direitos dos estudantes. Cultura  essa incompatível com o Estado Democrático de Direito.
Finalizando, nada justifica as violentas agressões contra esses estudantes. Toda a comunidade acadêmica, DCEs, Centros Acadêmicos, Conselho Universitário, SINTEMAR, SESDUEM, professores, estudantes, TODOS devem mobilizar-se imediatamente e exigir que a instituição apure as responsabilidades e puna os responsáveis. Exigir o fim da repressão dentro do campus da UEM. Exigir também a capacitação de seus agentes para que esses cumpram sua função essencial: zelar pelo patrimônio público.
Minha solidariedade aos estudantes que foram violentamente agredidos e meu repúdio a ação violenta desses agentes.

Paulo Vidigal, acadêmico de Direito da Faculdades Maringá, filiado ao PSTU.

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