Na sucessão estadual, apoio dos principais prefeitos está dividido

A nove meses das eleições de 2014, o apoio dos prefeitos das grandes cidades do Paraná na campanha ao governo do estado ainda está dividido ou indefinido. Juntos, os sete maiores municípios paranaenses concentram um terço do eleitorado (33%). Os comandantes dessas cidades ainda não revelam acordos oficiais, mas devem seguir a tendência dos ajustes partidários já selados e as alianças do A grande mudança no cenário para 2014 ocorre em Curitiba, maior colégio eleitoral do Paraná. Tradicional reduto do governador Beto Richa (PSDB), a capital impôs uma derrota a ele nas eleições municipais de 2012, quando o então prefeito Luciano Ducci (PSB), apoiado pelo tucano, não se reelegeu. Gustavo Fruet (PDT), o vitorioso, deve retribuir o apoio que recebeu da ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann (PT), pré-candidata ao Palácio Iguaçu. Com o palanque na capital, ela detém a maior fatia de eleitores entre os grandes colégios do estado. Já o governador tucano tem o apoio confirmado do prefeito Marcelo Rangel (PPS), de Ponta Grossa – quarto maior eleitorado do estado. Também deve contar com Luiz Carlos Setim (DEM), prefeito de São José dos Pinhais, sétimo lugar em número de votantes. “Ainda não temos negociação certa, mas o meu partido está comprometido com a atual administração”, diz Setim. Somando o número de eleitores das duas cidades, porém, o eleitorado não chega a 30% do de Curitiba. Nenhum dos postulantes ao Palácio Iguaçu terá apoio do prefeito de Londrina, o segundo maior colégio eleitoral do estado. “Não fui eleito para fazer campanha para o governo”, diz o prefeito Alexandre Kireeff (PSD). Em Maringá – terceiro maior colégio eleitoral –, o palanque do prefeito Carlos Roberto Pupin (PP) deve ser ocupado pelo ex-prefeito da cidade Silvio Barros, possível candidato ao governo pelo PHS. “Ele deve aguardar a confirmação da candidatura”, diz o secretário estadual da Indústria e Comércio, Ricardo Barros (PP), irmão de Silvio. Já a prefeitura de Cascavel inicia o ano sem um candidato oficial ao governo. “Vou abrir as conversas a partir de março”, diz o prefeito, Edgar Bueno (PDT). O pedetista, porém, pode nem mesmo ser prefeito durante a campanha. Ele está no cargo graças a uma liminar do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), concedida no último mês. O candidato derrotado em 2012, o deputado estadual Professor Lemos (PT), briga na Justiça para assumir o cargo. Ele acusa Bueno de fraude eleitoral. Lemos, se for o prefeito, apoiará Gleisi. A situação de Bueno, porém, é mais delicada. Se seguir a tendência do partido nacionalmente, Bueno deve apoiar a petista. Porém, ele recebeu a ajuda de Richa na eleição municipal em que saiu vencedor. Procurado pela reportagem, o prefeito de Foz do Iguaçu, Reni Pereira (PSB), não foi encontrado para dizer quem apoiará na eleição. Mas o partido dele já confirmou palanque a Beto Richa no estado e Reni, quando era deputado estadual, fazia parte da base aliada do tucano. Força dos pequenos O cientista político Luiz Domingos Costa, professor do Grupo Educacional Uninter, diz que, apesar de importante para o palanque eleitoral do postulante ao governo do estado, o apoio de prefeitos de pequenas cidades faz mais diferença para os candidatos. “Nos grandes centros, a disputa é organizada pelos debates nos meios de comunicação; a lógica local tende a ceder lugar para a lógica estadual. Já nas pequenas cidades, onde a presença do líder é maior, existe a mediação do prefeito, que ainda possui a caricatura de ‘coronel’.”último pleito no estado.


Fonte: Gazeta Povo

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