BR-376 é a rodovia federal mais perigosa do PR



Com 1.419 acidentes, a rodovia BR-376, no trecho que passa por Maringá, no norte do Paraná, é considerada a estrada federal mais perigosa do estado. Os dados divulgados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) são de janeiro de 2012 a 31 de junho de 2014. Nesse período, os trechos Km 175 e Km 176 foram os que registraram o maior número de acidentes, no total foram 703. Trechos da BR-376, em Sarandi e da BR-369, em Londrina, também compõe a lista dos lugares mais perigosos, com 428 e 336 acidentes, respectivamente. Para reduzir esses números, a PRF lançou, nesta terça-feira (7), as operações Perímetros Urbanos e Velocidade em Maringá e Londrina. Uma lista com os 20 trechos federais mais perigosos do estado, elaborada pelo Núcleo de Registro de Acidentes e Medicina Rodoviária, apontou que seis lugares estão em Maringá, dois em Sarandi e dois em Londrina. O restante está em Curitiba, Paranaguá, Cascavel, Foz do Iguaçu e São José dos Pinhais. Nestes locais, 35 pessoas morreram vítimas de acidentes entre janeiro de 2012 e junho de 2014. De acordo com a PRF, na região norte, a operação será concentrada em Maringá e Londrina e vai abranger inclusive perímetros urbanos. O foco será o excesso de velocidade, uma das principais causas de acidentes no estado. "Podemos ter três, quatro radares funcionando simultaneamente. O condutor passa o primeiro e acha que não ter mais fiscalização no trecho, porém terá outro radar logo depois", explica o chefe do núcleo de acidentes da PRF, Fernando Costa. Além disso, os policiais estarão atentos a motoristas que realizam ultrapassagens em locais proibidos, ingerem álcool antes de dirigir e não prestam atenção no trânsito. As ações serão estendidas aos trechos com maior fluxo de veículos e pedestres e que registram acidentes com frequência. Também serão apresentados estudos de melhorias para determinados trechos. "Estamos montando um projeto para redução de acidentes onde levantamos, através de estatísticas, os 100 pontos críticos do estado. E através de obras de engenharia, melhorias na guia, fiscalização, fiscalização eletrônica, nós buscamos reduzir a quantidade e a letalidade de acidentes", diz Fernando Costa, da Polícia Rodoviária Federal.

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