Samu tem atraso de R$ 4 mi em repasses



O Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) no noroeste do Paraná não deve fechar o ano com as contas no azul. A inadimplência de alguns municípios que integram o consórcio e do Governo Estadual chega a R$ 3,7 milhões. Segundo a administração do Samu Noroeste, o valor é expressivo e, caso não seja pago, pode comprometer o funcionamento do serviço em 85 cidades da região. Além disso, a administração alega que o Ministério da Saúde ainda não repassou R$ 506 mil retroativo ao mês de dezembro de 2013. O Samu Noroeste é considerado o maior do país. O serviço é responsável pelo atendimento de um milhão de pessoas, moradores de cidades que integram as Regionais de Saúde de Paranavaí, Cianorte, Umuarama e Campo Mourão. O Samu começou a operar em novembro de 2013, em dezembro foi habilitado pelo Governo do Estado e em abril de 2014 pelo Governo Federal. Em um ano, foram realizados 66 mil atendimentos, conforme a administração do Samu.Mas, mesmo com um número expressivo de atendimentos, 27% dos 85 municípios que integram o consórcio atrasaram os repasses de recursos utilizados para manter o Samu. De acordo com o administrador geral do Samu Noroeste, Almir de Almeida, a dívida das cidades se arrasta desde 2013 e chega a R$ 2,4 milhões. “Os prefeitos alegam que passam por dificuldades financeiras, pois a arrecadação diminuiu e o valor repassado pelo Fundo de Participação dos Municípios (FPM) também reduziu. Para não estourarem o orçamento, optaram por não pagar o consórcio”, explica Almeida. Atualmente, cada município que pertence ao consórcio repassa R$ 0,50 por morador. Para 2015, esse valor vai aumentar para R$0,80.

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