quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Ex-diretor da Petrobras envolve PT, PP e PMDB em caso de propina




Em interrogatório à Justiça Federal do Paraná, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, afirmou que o esquema de propina pago por empreiteiras a partir de recursos da estatal era mantido por três grandes partidos políticos – PT, PMDB e PP. Costa afirmou ao juiz Sergio Moro que PT e PP recebiam a propina no âmbito da diretoria de Abastecimento, sendo 2% para o PT e 1% para o PP, segundo relatou ao juízo. Ele afirmou também que o percentual de propina destinado ao PMDB era pago no âmbito da área internacional da Petrobras, então dirigida por Nestor Cerveró. Questionado sobre quais empreiteiras estariam envolvidas no esquema respondeu “todas as que contrataram com a Petrobras”. Segundo ele, havia um processo de cartelização entre as empreiteiras, que se alternavam em contratos com a estatal. O ex-diretor apontou os nomes de outros três diretores da Petrobras que, segundo afirmou, integravam o esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas coordenado pelo doleiro Alberto Youssef. Disse que recebeu “pessoalmente de Sérgio Machado [presidente da Transpetro] a quantia de R$ 500 mil.” Também mencionou o nome do ex-diretor de Serviços da petrolífera, Renato Duque, como envolvido com a sistemática de corrupção. Costa afirmou ainda que todas as diretorias da Petrobras mantinham esquema de pagamento de propinas por intermédio de políticos e empreiteiras. Segundo relatou à Justiça, havia “grupos atuando na Petrobras, cada qual com seus interesses, cada um com seu próprio operador”, afirmou. Costa disse que o vice-presidente da Camargo Corrêa, João Leite, era o que classificou de seu “principal contato com as empreiteiras”. Ao fim do depoimento ele afirmou que é praticamente impossível trabalhar na Petrobras sem a interferência de agentes políticos e ressaltou que a cartelização funciona em todos os órgãos da administração federal.

Com informações: Valor Econômico


Professor é preso após estuprar aluna de 10 anos

O professor de informática Ivan Carlos de Oliveira César, de 27 anos, foi preso, na tarde de segunda-feira, acusado de estuprar uma aluna de 10 anos, em Itu, no interior paulista. O crime aconteceu na sala de informática do Centro de Educação Madre Teodoro, mantido por uma entidade assistencial que atende menores carentes. De acordo com a Polícia Civil, o suspeito confessou ter mantido relações sexuais com a criança, mas alegou ter sido com o consentimento dela. Segundo a mãe da menina, ela contou que tinha assistido a um filme com um grupo de alunos e, após a exibição, o professor pediu que ajudasse a levar o material para a sala de informática Quando chegaram ao local, ele a estuprou. A mãe só tomou conhecimento depois que a filha reclamou de dores no órgão genital. A garota é tímida e só revelou o ocorrido depois de muita insistência. Ela foi levada para o Hospital São Camilo. Um exame confirmou o abuso sexual. O suspeito foi preso na rua em que mora. Após passar a noite na Delegacia de Polícia de Itu, ele foi levado para a Cadeia Pública de Pilar do Sul, que recebe acusados de crimes sexuais. A entidade, mantida pela Associação de Instrução Popular e Beneficência, fundada em 1911, é ligada a uma instituição religiosa e atende 260 crianças em situação de risco ou vulnerabilidade social. A direção do centro informou que o professor passou em testes de seleção e era considerado bom funcionário. Ele dava aulas para a garota havia dois anos. O suspeito não tinha antecedentes criminais. Familiares informaram que um advogado irá acompanhar o caso.

Segundo turno: Aécio com 54% e Dilma com 46%



Uma pesquisa feita pelo instituto Paraná Pesquisas, com exclusividade para a revista Época, traz Aécio Neves (PSDB) na frente de Dilma Rousseff (PT) no segundo turno das eleições para presidente. Segundo o levantamento, divulgado na tarde desta quarta-feira, o tucano teria 54% dos votos válidos, contra 46% da petista e, com isso, venceria a disputa presidencial.
Se fossem incluídos os votos nulos e brancos e os eleitores indecisos, Aécio teria 49% das intenções de voto e Dilma, 41%. Não sabe ou não responderam somam 10%. Na pesquisa espontânea, em que não são apresentados os candidatos, Aécio tem 45%, e Dilma, 39%.
A margem de erro é de 2,2 pontos porcentuais para mais ou para menos. Ou seja, a votação de Aécio varia de 52% a 56%; e a de Dilma, de 44% a 48% dos votos válidos. Pelo nível de confiança, a probabilidade de a realidade corresponder ao resultado dentro da margem de erro é de 95%.
As entrevistas feitas pelo Paraná Pesquisas ocorreram entre segunda-feira (6) e esta quarta-feira (8), com 2.080 eleitores em 19 Estados e 152 municípios.
A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral, sob o número BR 01065/2014. 
Rejeição
Pela pesquisa, Dilma Rousseff é rejeitada por 41%. Outros 32% afirmaram que não votariam em Aécio “de jeito nenhum”. Apenas 16% disseram que não rejeitam nenhum dos candidatos, e 8% não souberam ou não quiseram responder.
Escolaridade
Em se considerando a escolaridade dos entrevistados, Dilma leva a preferência dos eleitores com apenas o ensino fundamental – tem 46% das intenções, ante 45% de Aécio. Entre os eleitores com ensino superior completo, o tucano lidera com 55% das intenções, e a petista apresenta 34%.
Gênero
Aécio está na frente tanto no eleitorado feminino – 50% das intenções de voto, ante 40% de Dilma – quanto no masculino – o tucano tem 47% das preferências, para 43% de Dilma.

Fonte: Bem Paraná

Brasil adotará modelo de placa do Mercosul com 4 letras e 3 números



Os países integrantes do Mercosul - Argentina, Brasil, Paraguai, Venezuela e Uruguai - aprovaram nesta quarta-feira (8) o modelo único para placas de automóveis, que terão uso obrigatório no bloco sul-americano, informou a chancelaria argentina em um comunicado. O novo modelo irá manter os atuais sete caracteres, porém, em vez de três letras em sequência e quatro números, a sequência será de duas letras, três números e mais duas letras. Com isso, serão possíveis mais de 450 milhões de combinações diferentes, contra as pouco mais de 175 milhões de possibilidades do atual modelo brasileiro. o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) informou que o novo padrão deverá ser adotado a partir de 1º de janeiro de 2016 para veículos novos. O órgão não deu mais detalhes. Segundo o comunicado do ministério das Relações Exteriores argentino, a placa única terá as mesmas medidas das já utilizadas no Brasil, 40 cm de comprimento por 13 cm de largura. Ela terá fundo branco, letras pretas e sobre uma faixa horizontal na parte superior haverá o emblema do Mercosul e a bandeira do país do veículo. "Com esta conquista do Mercosul veremos milhões de veículos de Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Venezuela circulando pela América Latina identificados com uma mesma patente comum", diz o comunicado. Ainda segundo a nota oficial, o atual padrão de placas na Argentina, composto por três letras e três números, deve ter todas as combinações esgotadas ainda em 2015, o que pode apressar o início da utilização do novo modelo.

Inflação oficial em 12 meses é a maior desde outubro de 2011, diz IBGE



Depois de uma temporada de quedas, o preço dos alimentos voltou a subir e pressionou a inflação oficial do país, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). De agosto para setembro, o indicador acelerou de 0,25% para 0,57%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 12 meses, o IPCA acumula alta de 6,75%, acima do teto da meta de inflação do Banco Central, de 6,5%. Segundo o IBGE, é o maior índice acumulado nesse período desde outubro de 2011, quando atingiu 6,97%. No ano, de janeiro a setembro, o IPCA está em 4,61%. A expectativa do mercado financeiro para o IPCA está em 6,32% neste ano, de acordo com o boletim Focus, divulgado pelo Banco Central. Para 2015, a previsão dos analistas dos bancos para o IPCA ficou estável em 6,30%.Considerando todos os grupos de despesas cujos preços são analisados pelo IBGE, o dos alimentos teve a maior variação. Após cair por três meses seguidos, ele voltou a subir, registrando alta de 0,78%, influenciados principalmente pelas carnes. De acordo com a coordenadora do índice de preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos, os preços dos alimentos, que pararam de cair no mês passado, deixaram de contribuir para a queda do indicador. "Em setembro os alimentos pararam de cair e não contribuíram com a taxa, já que os alimentos são considerados a maior despesa do consumidor. Nesses últimos quatro meses o resultado ficou ao redor ou acima dos 6,5%, repetindo o que aconteceu em 2013 nos meses de fevereiro, março abril e maio", disse Eulina. Ainda de acordo com ela, além dos alimentos, a Copa do Mundo também vinha influenciando o indicador nos meses anteriores. "Em julho os resultados foram negativos. O preço dos alimentos caiu. Esse mês [julho] concentrou também uma queda das passagens aéreas por conta da demanda baixa nos serviços de passagem de aviação em função da Copa do Mundo. Com isso, a taxa foi para quase 0. Já em agosto, apesar dos alimentos terem se mantido em queda, houve pressão da energia elétrica e dos hotéis que continuaram subindo. Esses dois meses tiveram reflexo da Copa do Mundo", disse.