terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Maringá entra em alerta contra dengue



A Prefeitura de Maringá entrou estado de alerta por causa do alto índice de infestação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue e da febre chikungunya — de acordo com levantamento divulgado nesta segunda-feira (8), o índice atual é de 1,9%, maior do que o 1% considerado "aceitável" pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A medição foi feita entre os dias 24 e 28 de novembro, e considera o número de focos encontrados em cada 100 residências visitadas. Em setembro, o índice era de 0,4%, segundo a Secretaria de Saúde. O novo levantamento causa preocupação, afirma o secretário Antonio Carlos Nardi.“Voltamos a apelar aos moradores para os cuidados com água parada, especialmente com lixo e outros resíduos no quintal, que continua como principal criadouro do mosquito, com o agravante para o risco da febre chikungunya”, alertou o secretário de Saúde. A situação mais crítica, conforme o levantamento, foi encontrada nos bairros Jardim Olímpico, Montreal, Mandacaru e Mandacaru II, com infestação de 4,2%, considerada de alto risco. Os quatro bairros tiveram 45% dos focos encontrados em lixo ou em resíduos nos quintais. Os bairros Lea Leal, Branca Vieira, Oásis e Pinheiros, com 3,3%, e Parque Residencial Aeroporto, Porto Seguro e Vila Nova, com 2,9%, têm índices considerados de médio risco. Conforme o secretário de Saúde, 80 empresas foram intimadas a produzir e apresentar um plano de gerenciamento para prevenção e controle de dengue. Metade delas, diz Nardi, é de borracharias. "Vamos intensificar as estratégias com as temperatuas mais elevadas e a chuva mais constante, lembrando do risco também para a febre chikungunya”, lembrou o secretário.

Fonte: G1

Assaltante atropelado por dono de padaria tem pé amputado



O adolescente de 17 anos que participou de um assalto na tarde desta segunda-feira (8) e acabou atropelado pelo dono do estabelecimento teve o pé amputado. Ele sofreu fratura exposta e precisou ter o membro retirado. O adolescente continua internado na enfermaria de um hospital da cidade e seu estado é regular. Ele está consciente e escoltado por um policial. Apesar da estabilidade, não há previsão de alta. Ele e outro menor de 15 anos foram atropelados pelo proprietário de uma padaria por volta das 14h45 de ontem. O acidente aconteceu no cruzamento das ruas Deputado Nilson Ribas e Ituiutaba, no Jardim San Remo, zona oeste de Londrina. A dupla havia acabado de assaltar o estabelecimento comercial do motorista. Depois da ação, eles fugiram em uma motocicleta, também roubada na padaria. O proprietário alegou que não tinha a intenção de atropelá-los, mas o acidente aconteceu durante a perseguição. Segundo ele, a padaria já foi assaltada 28 vezes. O adolescente mais novo sofreu escoriações leves e foi apreendido pela polícia no local. Um revólver calibre 32 também estava em posse da dupla.

Apena 54% dos jovens concluíram o ensino médio até os 19 anos em 2013


Foto: Arquivo

Levantamento divulgado hoje (8) pelo movimento Todos pela Educação mostra que, em 2013, apenas 54,3% dos jovens brasileiros conseguiram concluir o ensino médio até os 19 anos. O indicador foi calculado com base nos resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) 2013. O índice, no entanto, vem apresentando melhora ao longo dos anos. Em 2007, 46,6% dos jovens concluíram o ensino médio até os 19 anos. Em 2009, foram 51,6% e, em 2012, 53%. Uma das metas propostas pelo Todos pela Educação para que se garanta educação de qualidade é que até 2022 pelo menos 90% dos jovens concluam o ensino médio até os 19 anos. A coordenadora-geral do movimento, Alejandra Meraz Velasco, diz que os dados mostram que as melhorias feitas no ensino fundamental não se traduziram em melhoria automática no ensino médio. Ela defende a reformulação do ensino médio, de forma a tornar essa etapa mais atrativa aos jovens. “Temos a necessidade de reformular o ensino médio, ter um ensino médio que converse mais com os jovens. Temos hoje, na maioria dos estados, um número exagerado de disciplinas”, acrescenta. No ensino fundamental, a conclusão até os 16 anos foi alcançada por 71,7% dos jovens. A meta definida pelo Todos pela Educação é que até 2022 pelo menos 95% dos jovens completem o ensino fundamental até essa idade. O levantamento mostra ainda que ao se levar em conta a raça, a parcela de jovens negros que concluem os ensinos fundamental e médio mais tarde é maior que a dos jovens brancos. Os declarados brancos que concluíram o ensino fundamental aos 16 anos são 81% e os que concluíram o ensino médio aos 19 anos são 65,2%. Em relação aos negros, esses percentuais são 60% e 45%, respectivamente. “O indicador tem grande impacto e mostra que ainda há grande disparidade. Vemos um abismo entre raças, entre o meio urbano e o rural e de faixa de renda. Vemos a brecha do acesso se fechando”, diz Alejandra Velasco.
Agência Brasil

Samu tem atraso de R$ 4 mi em repasses



O Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) no noroeste do Paraná não deve fechar o ano com as contas no azul. A inadimplência de alguns municípios que integram o consórcio e do Governo Estadual chega a R$ 3,7 milhões. Segundo a administração do Samu Noroeste, o valor é expressivo e, caso não seja pago, pode comprometer o funcionamento do serviço em 85 cidades da região. Além disso, a administração alega que o Ministério da Saúde ainda não repassou R$ 506 mil retroativo ao mês de dezembro de 2013. O Samu Noroeste é considerado o maior do país. O serviço é responsável pelo atendimento de um milhão de pessoas, moradores de cidades que integram as Regionais de Saúde de Paranavaí, Cianorte, Umuarama e Campo Mourão. O Samu começou a operar em novembro de 2013, em dezembro foi habilitado pelo Governo do Estado e em abril de 2014 pelo Governo Federal. Em um ano, foram realizados 66 mil atendimentos, conforme a administração do Samu.Mas, mesmo com um número expressivo de atendimentos, 27% dos 85 municípios que integram o consórcio atrasaram os repasses de recursos utilizados para manter o Samu. De acordo com o administrador geral do Samu Noroeste, Almir de Almeida, a dívida das cidades se arrasta desde 2013 e chega a R$ 2,4 milhões. “Os prefeitos alegam que passam por dificuldades financeiras, pois a arrecadação diminuiu e o valor repassado pelo Fundo de Participação dos Municípios (FPM) também reduziu. Para não estourarem o orçamento, optaram por não pagar o consórcio”, explica Almeida. Atualmente, cada município que pertence ao consórcio repassa R$ 0,50 por morador. Para 2015, esse valor vai aumentar para R$0,80.