Beto Richa anuncia reajuste salarial de 5%; professores exigem 8,17%




O Governo do Paraná anunciou em uma nota oficial divulgada nesta quinta-feira (14) que o reajuste salarial ao funcionalismo do estado será de 5% e será pago em duas parcelas. A nota diz ainda que as negociações com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP-Sindicato) estão encerradas. A última reunião com os professores foi na terça (12) e terminou sem acordo. Mesmo com o anúncio, os professores afirmam que vão manter a greve, já que o percentual oferecido é menor do que o reajuste exigido pela categoria – de 8,17%. Ainda não há data definida para uma assembleia com toda a categoria sobre o rumo da paralisação, conforme o sindicato. "O governador Beto Richa chegou ao fim do desrespeito com os trabalhadores e principalmente com os professores e funcionários de escola. Ele está adotando medidas que nós já vimos através de outros sindicatos de outros estados. Nós já não temos professor para a sala de aula e o governo anuncia que vai fazer contratos temporários. O governo anuncia punição de falta sendo que a greve é um direito nosso. Nós entendemos que tudo isso é uma ditadura", disse a diretora de finanças do APP-Sindicato Marlei Fernandes de Carvalho.Além da definição sobre o reajuste salarial, o governo anunciou o lançamento das faltas dos professores e servidores em greve.


Confira a nota do governo na íntegra
O Governo do Paraná anunciou hoje (14) o envio de projeto de lei à Assembleia Legislativa para o reajuste dos salários do funcionalismo público. O índice foi definido em 5%, a ser pago em duas parcelas, conforme a capacidade orçamentária e financeira do Estado. O Governo também reconheceu o encerramento das negociações com os sindicatos que representam servidores públicos. A última reunião aconteceu na terça-feira.
As paralisações de servidores da educação e das universidades estaduais foram consideradas abusivas pela Justiça. Com base nisso, o Governo anunciou também o registro de faltas dos grevistas para o correspondente desconto nos salários e a abertura de novo Processo Seletivo Simplificado (PSS), para a contratação de professores temporários.
O Governo ainda autorizou a Secretaria da Educação a abrir processos para apurar casos de insubordinação de diretores que, durante a greve, mantiveram as escolas fechadas ou dificultaram o acesso de estudantes e professores. Os processos podem levar à definição de penalidades aos diretores que comprovadamente se omitiram ou atuaram contra o interesse da comunidade.
Além da definição sobre o índice de correção salarial, o Estado confirmou a atualização de benefícios que estão em atraso ou programados para este ano. Serão gastos R$ 260 milhões até o final do ano para regularizar todas as pendências com o funcionalismo, como a implantação de promoções e progressões de carreira. Uma parcela de R$ 16 milhões já está prevista para ser quitada neste mês de maio.
Segundo o chefe da Casa Civil, Eduardo Sciarra, essas decisões levam em conta os limites da lei de responsabilidade fiscal e a disponibilidade financeira do Estado. "Estamos fazendo um esforço extraordinário para garantir esse índice de reajuste, num momento em que a economia dá sinais concretos de recessão e aumento do desemprego", afirmou.

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