segunda-feira, 1 de junho de 2015

Na era Dilma, despenca a competitividade no País



O Brasil caiu do 38.º lugar, em 2010, para o 56.º lugar, neste ano, no ranking de Competitividade Mundial 2015 do International Institute for Management Development (IMD), escola suíça de negócios, e da Fundação Dom Cabral (FDC), que faz a pesquisa no País. A perda de posição revela os efeitos perversos da política econômica do período Dilma Rousseff, além dos maus resultados nos quesitos eficiência do governo, eficiência empresarial e infraestrutura. O rebaixamento no ranking foi mais forte entre 2010 e 2011 (do 38.º para o 44.º lugar), mas prosseguiu sem interrupção em 2012 (46.º), 2013 (51.º), 2014 (54.º) e 2015. Neste ano, entre os 61 países pesquisados, o Brasil ficou à frente apenas da Mongólia, da Croácia, da Argentina, da Ucrânia e da Venezuela, mas atrás da Bulgária, do Peru, da África do Sul e da Jordânia, por exemplo. Ficou em má companhia, portanto, haja vista sua posição próxima de países às voltas com graves crises econômicas e políticas. “Abaixo estão países com uma situação muito mais dramática que a do Brasil”, disse um professor do IMD, Carlos Primo Braga. “Comparar o Brasil com a Ucrânia é brincadeira.” São quatro os pilares analisados pelo IMD. No desempenho da economia, estagnação, dificuldades fiscais e inflação alta determinaram a má avaliação. Mas o País também perdeu posições pelo critério do emprego (do 6.º para o 21.º lugar) e da inserção no comércio global. Pelo critério eficiência do governo, o País está no 60.º lugar, acima apenas da Argentina. É um dos “piores lugares do mundo para se fazer negócio”, segundo Carlos Arruda, da FDC. O problema mais agudo é corrupção e falta de transparência do governo. “No quesito subornos e corrupção, o Brasil figura vergonhosamente na última posição entre os países analisados”, diz o estudo. Também houve perda de eficiência empresarial – o País perdeu 24 posições em quatro anos e chegou ao 51.º lugar, em especial, pela falta de investimentos em inovação. Afinal, a precariedade da infraestrutura, crescente desde 2012, relegou o País à 54.ª posição no ranking, agravada pela crise hídrica e o risco de racionamento de energia. A posição do Brasil no ranking do IMD não chega a surpreender, dada a vultosa carga tributária e a ineficiência das políticas de concessão e dos investimentos em educação – estes aumentaram de 5% do PIB para 5,8% do PIB em 2014, sem maiores efeitos na qualidade da mão de obra e na educação fundamental.


Editorial, Estadão

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