segunda-feira, 24 de agosto de 2015

'Mensalinho' de Campo Mourão envolve também o advogado de Gleisi

O Gaeco vai recorrer da decisão do juiz Fabrício Voltaré que indeferiu o afastamento de servidores acusados de corrupção em Campo Mourão e que também envolve a prefeita Regina Dubay (PR), aliada da senadora Gleisi Hoffmann, e o advogado Guilherme Gonçalves - os dois últimos investigados pela Operação Lava Jato por receber propinas de obras da Petrobras e de subcontratos do Ministério do Planejamento. A decisão do juiz da 1ª Vara de Campo Mourão foi dada depois de 560 dias da operação do Gaeco. Em fevereiro do ano passado, o Ministério Público desvendou a ação de uma quadrilha com cargos no alto escalão da prefeitura de Campo Mourão, que cobravam um percentual de devolução sobre os salários pagos a funcionários comissionados lotados na administração. O caso ficou conhecido como Mensalinho. A prefeita da cidade, Regina Dubay (PR), também estava envolvida no caso. Segundo o MP, os servidores eram avisados que teriam que fazer o repasse e recebiam um papel com informações dos valores da entrega conforme a escala de cargos que ocupavam. Parte do dinheiro arrecadado era para pagar o advogado Guilherme Gonçalves, que recentemente teve o nome citado pelos investigadores da Operação Lava Jato. O esquema teria movimentado R$ 400 mil.

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