Prefeituras do PR vão parar nesta segunda

Prefeituras paranaenses realizam nesta segunda-feira (21) um protesto contra a crise financeira que impacta o trabalho dos governos municipais. O ato faz parte de uma mobilização nacional que, nesta semana, ocorre em ao menos outros quatro estados do país: Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. Além de um equilíbrio na manutenção de programas de saúde e educação, os governantes exigem também reajustes nos repasses de arrecadação tributária e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). No Paraná, ao menos 28 prefeituras vão interromper o atendimento ao público na segunda-feira, 27 delas na região Norte. No Litoral, Pontal do Paraná também havia confirmado, até a manhã deste sábado (19), a paralisação temporária nos atendimentos, que não afeta serviços essenciais, como saúde e educação. A Associação dos Municípios do Paraná (AMP) informou que um balanço completo sobre as prefeituras que deixarão de atender só sairá na segunda-feira, uma vez que a paralisação não foi a única forma de protesto sugerida. As administrações locais também foram orientadas a usar faixas para divulgar o protesto e seus motivos, bem como panfletagem. Curitiba e Londrina anunciaram que não farão parte da mobilização.Prefeito de Assis Chateaubriand e presidente da AMP, Marcel Micheletto diz que o protesto tem como objetivo mostrar à população o real tamanho da crise enfrentada pelas administrações municipais, que, segundo ele, vêm sofrendo com a falta de execução de contratos com o estado e a União. Hoje, um dos principais problemas enfrentados pelas prefeituras seria o desequilíbrio na manutenção de programas da área da saúde e da educação. A AMP alega que as cidades recebem apenas R$ 0,30 por aluno pela merenda escolar, que custa aos cofres públicos cerca de R$ 3. Na saúde, o Programa Saúde da Família paga apenas R$ 9 mil per capita por ano – que precisa ser complementado pelas prefeituras com mais R$ 6 mil. “Se essas sistemáticas continuarem, os municípios vão entrar em solvência. Não existe mais a possibilidade de arcarmos com compromissos que não são nossos”, afirma Micheletto. O presidente da AMP ressalta ainda que os prefeitos de todo o país estão em busca de um pacto federativo para elevar o valor da arrecadação tributária que volta para os municípios. De 17%, eles querem elevar este índice para 30%.

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