Professor de engenharia da UEM tem bens bloqueados por não ir às aulas



O professor Cid Marcos Gonçalves Andrade, do departamento de engenharia química da Universidade Estadual de Maringá (UEM), teve os bens bloqueados pela Justiça por não comparecer às aulas e a outras atividades atribuídas a ele na instituição durante o primeiro semestre de 2012, segundo denúncia do Ministério Público (MP-PR). A decisão é da 1ª Vara da Fazenda Pública e foi publicada na terça-feira (15). De acordo com o inquérito, o docente faltou "reiteradamente" às aulas, bem como a reuniões de departamento e até a bancas de defesa de teses e dissertações durante aquele ano. Depois disso, não há nenhum relato de novas ausências seguidas.Mesmo sem ir à universidade, todos os alunos da disciplina ministrada pelo professor eram aprovados com 100% frequência, destaca a ação, evidenciando a negligência do profissional. Rosângela Bergamasco e Paulo Roberto Paraíso, chefes do departamento à época, também foram denunciados pelo MP por "omissão na fiscalização e no cumprimento da carga horária do professor". A Promotoria considerou que o professor enriqueceu ilicitamente ao receber salários sem a prestação de serviços correspondentes a seu cargo - por isso, o pedido de bloqueio de bens - e que os ex-chefes colaboraram. O valor determinado da indisponibilidade de bens para os três acusados é de R$ 67 mil, no total. O MP também pediu a condenação dos três acusados por improbidade administrativa. Caso sejam condenados, eles podem perder a função pública, os direitos políticos e ainda ter que ressarciar o dano causado ao erário. Conforme a Promotoria, há outros casos parecidos sendo investigados na universidade. Procurado pela reportagem, o professor afirmou que não se pronunciaria por desconhecer a denúncia. Rosângela também não quis comentar o caso. Paraíso não foi encontrado. A Procuradoria Jurídica da UEM afirmou que, em 2012, instaurou processo administrativo para investigar o caso, mas que a comissão ainda não chegou a um parecer. A universidade ressalta, ainda, que tem estudado alternativas para melhorar a segurança do cartão ponto.


Fonte: G1

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