terça-feira, 11 de agosto de 2015

“Brasil não aguenta mais 3 anos de governo Dilma”

O deputado federal Luciano Ducci (PSB) afirmou neste sábado, 8, que o Brasil não aguenta mais três anos e meio de crise do governo Dilma Rousseff (PT). Durante o congresso estadual do PSB, Ducci disse que para o País sair da crise é preciso medidas radicais e que há só três saídas: a renúncia, o impeachment ou a formação de um governo de coalizão para recuperar a governabilidade do País. “Chegamos no limite, a situação é muito grave, enfrentamos uma inflação galopante, empresas fechando, pessoas desempregadas. O futuro é preocupante”, advertiu. As palavras de Ducci foram referendadas pelo presidente nacional do partido, Carlos Siqueira. Ele fez críticas ao governo petista e defendeu o PSB como uma terceira via política para enfrentar a crise. No encontro, Siqueira e o presidente estadual do partido, Severino Araújo lançaram Ducci como pré-candidato a prefeito de Curitiba. Severino disse que a maioria das obras encaminhadas por Ducci em Curitiba sequer foi concluída pelo atual prefeito Gustavo Fruet (PDT). "São obras que faltavam apenas 10% ou 20% para sua conclusão, mas foram abandonadas. Por isto, os moradores de Curitiba estão com saudades do prefeito Luciano Ducci. A população pede a sua volta urgente para concluir as obras abandonadas e retomar a cidade no caminho certo", afirmou.

Pressão popular obriga Câmara de Jacarezinho reduzir salários



Os vereadores de Jacarezinho, no norte do Paraná, votaram nesta segunda-feira (10) um projeto de lei para reduzir os salários dos vereadores que vão assumir a partir de 1º de janeiro de 2017. Também foi revogada uma medida que aumentava o número de cadeiras de nove para 13 na próxima legislatura. A sessão desta segunda foi marcada pela restrição de acesso ao Plenário. Apenas 100 pessoas e mais os jornalistas puderam acompanhar os trabalhos. No projeto de redução, os parlamentares aceitaram um corte de 30% nos valores pagos atualmente. Dos atuais R$ 6,2 mil, os próximos vereadores passarão a receber R$ 4.340,00.A medida desagradou os moradores que acompanharam os trabalhos. Na segunda-feira (3), um grupo protestou pedindo a aprovação de um projeto que reduziria os vencimentos da próxima legislatura para apenas um salário mínimo. Houve confusão entre os moradores e os parlamentares. O presidente da Câmara, vereador Valdir Maldonado (PDT), precisou sair de camburão, escoltado pela Polícia Militar. Desta vez, Maldonado restringiu o acesso com a ajuda de seguranças. Ao final dos trabalhos, o vereador esperou os manifestantes se dispersarem, antes de ir embora. Ele não quis falar com a imprensa. Para os representantes do movimento que ocupou a Câmara de Vereadores, a aprovação do projeto nesta segunda-feira representou uma vitória parcial. Eles informaram que vão continuar insistindo para que os parlamentares aprovem a redução do subsídio para um salário mínimo. Salário menor A iniciativa dos moradores de Jacarezinho foi motivada pela atitude de quem vive na cidade vizinha, Santo Antônio da Platina. Em julho, um vídeo de uma moradora reclamando da votação em que os vereadores aumentavam os próprios salários viralizou na internet e mobilizou os moradores em torno da causa. No dia seguinte, quando ocorreria a segunda discussão da proposta, os parlamentares foram surpreendidos com as galerias cheias durante a votação. Devido à pressão popular, os parlamentares acabaram reduzindo os próprios salários para R$ 970. Na proposta inicial, o presidente da Câmara teria um aumento de R$ 4 mil para R$ 8,5 mil e os demais vereadores receberiam R$ 7,5 mil. Atualmente, eles ganham R$ 3,7 mil. Além dos vereadores, a população conseguiu também que o salário do prefeito fosse reduzido de R$ 14 mil para R$ 12 mil. Inicialmente, o valor atual iria subir para R$ 22 mil.

Cadastro para alunos novos vai até 20 de agosto em Sarandi

O cadastro para alunos novos que está sendo feito pela secretaria de educação de Sarandi termina no dia 20 de agosto. Devem ser cadastradas crianças nascidas de 2011 e 2012, na central de vagas, na secretaria municipal de educação, na Ângelo Perini, 1188, Jardim Castelo, telefone: 32648750 com Juliana/Andréa/Aline. Os documentos necessários para o cadastro são: certidão de nascimento e comprovante de endereço. 

 Assessoria de Comunicação de Sarandi

Para cientistas é o começo do fim do universo



O Universo está morrendo. Uma morte lenta, é verdade, mas o diagnóstico é incontroverso e acaba de ser apresentado por um grupo internacional de astrônomos, durante a Assembleia Geral da União Astronômica Internacional, que acontece em Honolulu, no Havaí. Os cientistas constataram que as galáxias produzem hoje apenas metade da energia que geravam 2 bilhões de anos atrás — é o início de um gradual, mas inconfundível, apagar das luzes no cosmos.O novo estudo, publicado no periódico “Monthly Notices of the Royal Astronomical Society”, faz parte do projeto Gama (sigla inglesa para “composição de galáxias e massa”) e investigou a quantidade de emissão deenergia numa vasta região do espaço, analisando individualmente cerca de 200 mil galáxias. Como se sabe, já que a luz leva um certo tempo para viajar grandes distâncias, olhar para as profundezas do espaço equivale a estudar o passado. Assim, ao comparar a quantidade de luz emitida pelas estrelas contidas em galáxias típicas, mas distantes, com outras similares, mas mais próximas, é possível avaliar se a produção total de estrelas — e, portanto, de energia — está em alta ou em baixa. Graças à generosa amostra do Gama, foi possível fazer essa comparação com grande precisão. E a moral da história é que, 2 bilhões de anos atrás, a quantidade de energia produzida pelas galáxias era o dobro da atual. Ou seja, conforme cada vez mais estrelas morrem, e cada vez menos estrelas nascem, o Universo caminha para um vagaroso declínio. MEDIÇÕES PRECISAS Já se tinha uma boa ideia de que o pico de atividade do cosmos — que tem cerca de 13,8 bilhões de anos a contar do Big Bang — havia sido atingido há algum tempo. Mas os resultados do Gama agora são inconfundíveis. O grande diferencial é que eles usaram os mais variados instrumentos para cobrir uma vasta faixa do espectro eletromagnético, do infravermelho ao ultravioleta, passando, é claro, pela luz visível. É a primeira vez que temos uma cobertura tão abrangente. Para isso, a equipe liderada por Simon Driver, da Universidade da Austrália Ocidental, fez uso principalmente de telescópios do ESO (Observatório Europeu do Sul) em Paranal, no Chile, e de dados dos satélites Galex e Wise, da Nasa, e Herschel, da ESA (Agência Espacial Europeia). Para uma próxima fase, eles pretendem também incluir medições em rádio, possivelmente obtidas com o SKA (Square Kilometer Array), conjunto de radiotelescópios em construção na África do Sul. Mas os dados colhidos até agora já trazem uma mensagem muito clara. “O Universo deve declinar daqui para frente, suavemente evoluindo para a velhice”, disse Driver. “O Universo basicamente se sentou no sofá, puxou as cobertas e está prestes a entrar num cochilo eterno.” 

UMA HISTÓRIA EM ABERTO? 

Com efeito, se nossa compreensão do funcionamento do cosmos estiver certa, e sua expansão prosseguir em ritmo acelerado, esse é o desfecho esperado: um lento e gradual, mas irreversível, apagamento. Aos poucos, todas as nuvens de gás geradas pelo evento primordial do Big Bang serão convertidas dentro das galáxias em estrelas. Essas, por sua vez, completarão seu ciclo de vida e se tornarão cadáveres degenerados de matéria ou buracos negros. Os primeiros estão condenados a se resfriar para sempre. Os segundos, num tempo ainda mais longo, devem emitir suaves sopros de radiação até evaporarem sem deixar resquícios. É um cenário melancólico. Apesar disso, não devemos nos preocupar demais. Embora as luzes estejam se apagando, a fase ativa do Universo ainda deve durar muitos bilhões de anos, e depois disso as estrelas mais longevas viverão por até 1 trilhão de anos — um tempo incomensurável do nosso ponto de vista — até que só restem os resquícios das glórias de outrora. Contudo, no meio do caminho, ainda tem um grande “se”. Tudo isso só irá acontecer se a misteriosa energia escura — que ninguém no momento sabe o que é — continuar trabalhando, como agora, para compensar a gravidade e com isso seguir acelerando a expansão cósmica. Por outro lado, se ela resolver mudar de humor e passar, no futuro, a ajudar a gravidade a atrair as coisas, podemos ter um desfecho em que o Universo interrompe a expansão e passa a se contrair, terminando num Big Crunch — um “grande esmagamento”. E quem sabe não é um evento desses o que gera um novo Big Bang e recomeça toda a história, num ciclo infinito? As respostas estão lá fora.

Fonte: Folha de São Paulo