terça-feira, 1 de setembro de 2015

Crianças eram dopadas em orfanato para ficarem calmas

Uma casa de acolhimento de crianças em Colombo, Região Metropolitana de Curitiba, foi interditada nesta terça-feira, (1.º),  por determinação da Vara da Infância e da Juventude da cidade. A decisão judicial foi tomada depois de denúncias de que medicamentos de uso controlado estavam sendo empregados para controlar o comportamento das crianças que se mostravam avessas às ordens disciplinares.

Segundo as investigações do MP-PR, estavam acolhidas na casa 30 crianças e adolescentes, com idade entre zero e 12 anos. Pelo menos dez delas entre 6 e 12 anos, eram obrigadas a usar medicamentos controlados capazes de causar dependência física e psíquica. Todas as crianças e os adolescentes que estavam no local estão sendo transferidos para unidades de acolhimento de Curitiba.

Investigações – A partir das denúncias, a 4.ª Promotoria de Justiça de Colombo ouviu depoimentos informais de algumas crianças que estavam abrigadas na casa. Os depoimentos confirmaram as suspeitas de uso inadequado de medicamentos e também de isolamento daquelas crianças que apresentavam problemas comportamentais. O Ministério Público conseguiu na Justiça um mandado que resultou  na apreensão de receitas médicas e planilhas de controle de medicamentos psiquiátrico. As receitas e as planilhas faziam referência a rispiridona, ritalina trofanil, carbolitium, lamotrigina, oxcarbamazepina, topiramato, retemic, neozine, haldo, propranolol, olanzapina, atensina, em nome de dez crianças, com horários e indicações prescritas para cada dia. Na sequência, o MP requisitou mandado complementar que permitiu o recolhimento de todos os medicamentos que estavam sendo ministrados nas crianças, bem como os respectivos receituários médicos.

Durante o procedimento, a Promotoria de Justiça buscou orientação de profissionais da área médica e do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Proteção à Saúde Pública, que reforçaram os indícios de que os remédios estavam sendo ministrados de maneira contrária aos protocolos do Conselho Regional de Medicina. “A respeito dessa prática, o Caop da Saúde Pública afirmou que a coerção e o isolamento não são métodos educativos. Os profissionais envolvidos em tal prática devem ser avaliados por seu conselho profissional (CRM, CRP e outros) pelo indício de má prática profissional”, informou a promotoria.

A Promotoria de Justiça requereu à Justiça a transferência de todas as crianças que estavam acolhidas na casa e a interdição temporária da instituição.

Com informações de MP-PR

Câmara de Pereira Barreto SP, aprova redução salarial dos vereadores

A Câmara de Vereadores de Pereira Barreto (SP) aprovou nesta segunda-feira (31) a votação do projeto que reduz o salário dos vereadores da cidade, de R$ 5.800 para R$ 1.500. A população compareceu e participou de forma intensa das votações por meio de vaias e aplausos. Depois de muita discussão o projeto foi aprovado por sete votos a três.Fora da Câmara a segurança foi reforçada e dentro o plenário estava lotado. Dezenas de moradores de Pereira Barreto acompanharam a sessão como forma de pressionar os vereadores para que aprovassem o projeto de redução salarial. A cidade, com quase 26 mil habitantes, tem 11 representantes no legislativo, e cada um recebe o salário de R$ 5.800. O valor é maior do que é pago a vereadores de São José do Rio Preto (SP), que tem 400 mil habitantes. A proposta de reduzir os salários partiu da da mesa diretora da Câmara e, durante a sessão, o vereador Sandro Henrique dos Santos, sugeriu também a diminuição dos salários de secretários, do prefeito e vice de Pereira Barreto e pediu para que a sessão fosse suspensa por 20 minutos para a criação de uma emenda para que o item já fosse votado de forma imediata.Mas o presidente da casa não aceitou e sugeriu que os salários do executivo e dos secretários fossem votados em outro projeto e em outra sessão separadamente. O vereador Valdomiro Toneti se posicionou contra o projeto e usou a tribuna para defender a redução de apenas 30% dos salários. Durante a votação, quem se posicionava contra o projeto era vaiado pela população. O projeto foi aprovado por sete votos a três. Agora os vereadores de Pereira Barreto receberão um subsídio de R$ 1.500 a partir de 2017. Essa redução representa uma economia de R$ 2.5 milhões aos cofres públicos. Com a redução, a população espera que esse dinheiro volte em forma de melhorias pra cidade.



Sem cueca e usando saia, homem mostra pênis para adolescentes



Um homem de 38 anos foi detido na noite desta segunda-feira (31), após ser flagrado por policiais militares, andando pelas ruas com uma saia e fazendo atos obscenos. Quem acionou os militares foram os familiares de duas meninas de 15 anos, que um pouco antes correram do homem. Segundo relato de uma das meninas, ele chegou até elas, vestindo uma saia, e começou a se masturbar. No mesmo momento elas correram até seus pais, que acionaram a polícia. Quando os militares chegaram até o endereço, que fica entre os Bairros Pioneiros Catarinenses e Alto Alegre, os policiais flagraram o homem usando a saia e sem cueca. A jovem de 15 aos contou disse que, além de sentir nojo do que aconteceu, agora está com muito medo de sair de casa, pois algo do gênero pode acontecer novamente. O homem foi levado à Delegacia da Polícia Civil onde ficará à disposição da Justiça.


Fonte: CGN

Gás de cozinha fica 15% mais caro a partir desta terça-feira



A Petrobras comunicou ao mercado reajuste de 15% no preço de gás liquefeito de petróleo (Gás LP, o gás de cozinha), vendido em botijões de 13 quilos, informou nesta segunda-­feira (31) o Sindicato das Empresas Distribuidoras de Gás LP (Sindigás). Segundo a entidade, os novos preços entram em vigor nesta terça­-feira (1º). A alta para o consumidor será de cerca de R$ 3 por botijão. Segundo a pesquisa de preços da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço médio do botijão de 13 quilos no país era de R$ 46,19 na semana passada. Com um reajuste médio de R$ 3, o novo preço será superior a R$ 49. O gás de botijão tem peso de 1% no IPCA —influência equivalente à do pão francês. O reajuste garante à Petrobras receita extra de R$ 105 milhões por mês  considerando a venda média mensal de 35 milhões de botijões. É a primeira vez, desde 2002, que a Petrobras aumenta o preço do gás engarrafado em botijões de 13 quilos. Naquele ano, a estatal passou a usar políticas diferentes para os diversos usos do combustível. O gás vendido em vasilhames maiores ou a granel acompanhou mais de perto as variações dos preços internacionais. Já o botijão de 13 quilos, mais popular, vinha sendo subsidiado. O congelamento de preços foi motivado por reclamações durante a campanha eleitoral de 2002, feitas pelo então candidato da situação, José Serra (PSDB), a respeito de seguidos aumentos de preços dos combustíveis. Para outros vasilhames, o último reajuste, também de 15%, foi concedido em dezembro de 2014. O preço final de venda do produto é livre e sofreu ajustes nos últimos anos de acordo com fatores de custos para distribuidores e revendedores. "O Sindigás esclarece que, como os preços são livres em todos os elos da cadeia e o mercado tem autonomia para fixá­los, a alta do preço do produto nas refinarias aumenta a pressão de custos sobre o Gás LP para o consumidor final", disse a entidade, em nota oficial. "Por isso, o Sindigás orienta o usuário a pesquisar os valores cobrados pelas revendas para escolher aquele fornecedor que não só tem preços mais vantajosos, mas também que oferece os melhores serviços", conclui a entidade.