Prefeitura de Maringá apresenta proposta de reajuste de 4% aos servidores



A Prefeitura de Maringá apresentou na sexta-feira (18), em reunião com os representantes do Sindicato dos Servidores Municipais de Maringá (Sismmar), uma proposta de reajuste de 4% nos salários dos funcionários. O índice, segundo a administração municipal, é o máximo possível dentro da perspectiva de manutenção do equilíbrio das contas e da manutenção da folha de pagamento abaixo do índice de alerta da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que é de 48,6%. O índice atual é de 44,9%. "Recebemos a comissão de negociação do Sismmar, conversamos sobre o cenário econômico e a melhor forma de negociar o reajuste salarial, considerando os limites de receita do município e a grave crise econômica do País, apresentamos uma contraproposta com responsabilidade, dentro das possibilidades da prefeitura", afirmou o prefeito Carlos Roberto Pupin (PP). No documento oficial encaminhado aos servidores, o prefeito lembrou que o pagamento dos aposentados, das progressões e a recomposição do fundo previdenciário vão demandar cerca de R$ 50 milhões em 2016. Além disso, a prefeitura informou que vão ser aplicados R$ 25 milhões no Samma, que é o plano de saúde dos servidores. O Sismmar, que inicialmente apresentou uma proposta de aumento de 22%, acabou por reduzir o porcentual de reajuste para 17,5%. O índice é composto por 11,08%, que é a reposição da inᅩļação dos últimos doze meses, mais 6,42% de aumento real. Os servidores também pleiteavam o pagamento do vale alimentação de R$ 350 aos funcionários. A presidente do Sismmar, Iraídes Baptistoni, criticou a contraproposta da administração. "Estamos indignados e perplexos. É inadmissível que a administração, com uma arrecadação superior a R$ 1,3 bilhão, apresente uma proposta absurda como essa aos trabalhadores. Cortem os cargos de confiança, paralisem as obras, mas não façam o trabalhador pagar pela crise. Sarandi concedeu 11%, será que lá não tem crise." Segundo a presidente, o Sismmar vai defender a aprovação da greve da categoria na assembleia que vai ser realizada a partir das 8h30 de hoje na Câmara. "Sem nova proposta, vamos para a greve. A não ser que os trabalhadores considerem que 4% é bom, o que não acredito. Se estiverem tão indignados quanto eu, vai ter greve", disse Iraídes Baptista.

Fonte: O Diário

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