quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Candidato a vereador é detido por ouvir rap muito alto


O candidato a vereador de Curitiba pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), Renato Almeida Freitas Junior, foi detido pela Guarda Municipal por desacato e perturbação de sossego, na tarde desta quinta-feira (25). Ele estaria ouvindo rap em volume alto, no Centro de Curitiba. Segundo nota divulgada pela Guarda Municipal, no boletim de ocorrência feito pelos agentes que atuaram na detenção, foi informado que os guardas foram acionados por um funcionário da Casa da Leitura da Rua do Rosário.De acordo com a GM, o trabalhador relatou que Renato estava ouvindo música em alto volume e “causava perturbação”. No boletim, os guardas afirmaram que foram desacatados pelo candidato a vereador quando pediram que ele abaixasse o som. Renato foi encaminhado pelos guardas ao 3º Distrito Policial. No final da tarde desta quinta, Renato já tinha sido liberado do 3º Distrito. Emocionado, ele gravou um vídeo, que foi publicado no Facebook. Demonstrando nervosismo, Renato contou que o guarda chegou perguntando de quem era o carro estacionado, e que ele respondeu que era dele e a revista poderia ser feita, mas ele queria observar o procedimento. De acordo com ele, o agente respondeu “você não tem que deixar nada”.Renato contou que se identificou como advogado e mostrou os documentos e, segundo ele, o guarda teria questionado “por que você é advogado acha que pode dizer o que a polícia pode fazer?”. Depois disso, o candidato afirma ter sido agredido com soco na nuca e algemado. Ele disse que amigos deles também sofreram agressões. “Pisaram umas três vezes em mim”, comentou, no vídeo. Renato também relata ter sofrido ofensas raciais. Na delegacia, o advogado afirma que foi deixado nu. “Me despiram, na frente dos policiais civis – inclusive de uma policial mulher -, e me deixaram em uma cela”. Ainda conforme a nota da GM, “qualquer informação adicional sobre o caso pode ser encaminhada à Ouvidoria da Guarda Municipal, que faz apuração rigorosa de toda denúncia registrada”.

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