segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Adolescente é assassinado em escola ocupada no Paraná

Um adolescente de 16 anos foi assassinado por outro adolescente de 17, no Colégio Safel, no bairro de Santa Felicidade, em Curitiba, na tarde desta segunda-feira (24). A Secretaria de Segurança Pública confirmou que o rapaz era estudante da instituição. Segundo informações do Corpo de Bombeiros, ele teve ferimentos na clavícula e na barriga, e já estava em óbito quando os socorristas chegaram ao local. De acordo com o delegado Fábio Amado da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) os adolescentes estavam usando drogas juntos quando ocorreu o ato infracionario. A escola está ocupada por estudantes que protestam contra a proposta de reforma do ensino médio, apresentada pelo presidente Michel Temer (PMDB), desde o último dia 14.No inicio os Advogados e Advogadas pela Democracia foram impedidos de entrar no local. Os alunos estavam sendo ouvidos sem a presença de conselheiro tutelar, advogado ou defensor público. Em entrevista à BandNewsCuritiba, a advogada Tânia Mandarino confirmou que foi impedida de entrar, enquanto os adolescentes prestavam depoimento sem a presença dos advogados: “A situação está delicada, para nós, advogados, está se configurando violação de prerrogativas. Chegamos aqui e não estão nos deixando entrar. Estão ouvindo vários adolescentes lá dentro e não deixam os advogados entrar,” denunciou.A Sesp justificou a medida com o argumento de que “em toda investigação, o local é isolado e só será liberado após o trabalho na Polícia Científica. A entrada da advogada foi liberada em seguida. Os alunos que participavam da ocupação foram ouvidos em conjunto na escola e três foram encaminhados à delegacia para prestar depoimento. “Os alunos estão em choque, precisam de apoio psicológico”, afirmou a advogada Tânia. Ainda de acordo com a advogada que acompanhou os alunos, o delegado Fábio Amaro da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa ouviu um grupo de 12 estudantes simultaneamente. Representantes do Conselho Tutelar e da Defensoria Pública também entraram no local. O Defensor Público Eduardo Abraão afirmou que não há ordem para acabar com o movimento. “Foi uma fatalidade, ninguém esperava que acontecesse. Não existe nenhuma ordem para desocupar a escola, se os alunos quiserem eles podem continuar com a ocupação”, afirmou. Manifestantes contrários a ocupação invadem escola em Curitiba Uma estudante da escola afirmou que o adolescente ja havia se envolvido com drogas no ambiente escolar. “Ele passou mal por causa do consumo de álcool e drogas, foi preciso chamar o SAMU. Era um pia tranquilo, não ficava chamando a atenção”, disse. O governador Beto Richa, pelo Facebook, lamentou a morte do estudante e criticou as ocupações. E classificou o ocorrido como uma “tragédia chocante, que merece uma profunda reflexão de toda a sociedade”.




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