segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Milhares de pessoas acompanham o sepultamento das vítimas da tragédia da PR 323 em Altônia

A Celebração Fúnebre Ecumênica de 17 das 21 vítimas da tragédia entre ônibus de pacientes de Altônia e um caminhão reuniu milhares de pessoas da manhã deste domingo (13), no Ginásio de Esportes Tancredo Neves, em Altônia.A solenidade teve a participação do Padre Natalino Davanso, da Paróquia São Sebastião, do Pastor Eder Doneda Orcesi, da Igreja Evangélica Betânia e do Evangelista Elieser Pulga Moreira, da Igreja Evangélica Assembleia de Deus. Durante a saída dos corpos do Ginásio de Esportes, muita comoção, choro e desespero por parte de familiares e amigos das vítimas. 

Muitos ainda não acreditam no que aconteceu. As orações e o choro se misturaram ao sentimento de indignação e pedidos para que a duplicação da PR 323 seja prioridade na pauta do Governo do Estado. Vários políticos e lideranças regionais acompanharam o velório e o sepultamento. “Para que se evite novas grandes tragédias como esta ou as pequenas tragédias que acontecem todos os dias nesta estrada, dupliquem essa PR”, disse a moradora de Altônia, Francisca do Amaral, amiga de várias das vítimas. Foram sepultados quatro corpos de cada vez. Maria Fernandes de Paula e Cleuza de Paula, mãe e filha, foram veladas enterradas no mesmo caixão, a pedido da família. Cleuza acompanharia a mãe que faria um procedimento médico em Umuarama. Elas permanecerão juntas pela eternidade. 

Também foram sepultados: Alzira Domingues Boiani Clementino, Antonio Camilo Trentin, Aparecida de Alexandre Silva, Arlindo Carraro, Audina Carraro, Creuza Gilio Soares, Elza Alencar Bezerra, Ernesto Pingoello, Florinda Ramos dos Santos, Geni dos Santos, Iolanda Clementino, Maurício Alencar Bezerra, Norival Rosa e Oscar Piai. Outros corpos Dos 21 mortos, dois puderam ser identificados no mesmo dia do acidente, incluindo o motorista, e já foram sepultados. Uma mulher faleceu depois, em hospital de Londrina, para onde teve que ser transferida. Outro corpo foi liberado nesta manhã e levado para o interior de São Paulo. 

O acidente O acidente na PR-323, também conhecida como rodovia da morte, aconteceu no início da manhã do último dia 31, próximo a Cafezal do Sul. Um ônibus da Secretaria de Saúde de Altônia bateu de frente num caminhão usado no transporte de leite, que estava vazio. Houve uma forte explosão, o que explica os corpos carbonizados. Nove pessoas ficaram feridas. No ônibus estavam acompanhantes e pacientes que iriam fazer exames e cirurgia de cataratas em hospital de Umuarama, uma vez que não existe este serviço especializado em Altônia. O Instituto de Criminalística entregou na quinta-feira (10) o laudo pericial do acidente. O documento aponta que a colisão foi causada pelo motorista do caminhão. A empresa disse que vai analisar minuciosamente o laudo e que tem evidências para contestá-lo. 




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