segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Termina hoje prazo dado pelo MEC para que estudantes desocupem escolas

Termina hoje (31) o prazo dado pelo Ministério da Educação (MEC) para que os estudantes deixem as escolas, universidades e institutos federais ocupados em protesto contra medidas tomadas pelo governo federal. Caso isso não ocorra, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) será cancelado nessas localidades.
De acordo com o último balanço da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) são 1.177 locais ocupados em todo o país. Não há um balanço nacional oficial. Os números locais, no entanto, são diferentes. É o caso do Paraná, por exemplo, onde a Ubes diz que há 843 estabelecimentos. enquanto a Secretaria de Educação fala em 491.

Conforme o último balanço do MEC, divulgado há quase duas semanas, 182 locais de prova estavam ocupados e mais de 95 mil candidatos deveriam fazer o exame nesses espaços.
Os estudantes que fazem as ocupações são contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241/2016. A PEC limita os gastos do governo federal pelos próximos 20 anos. Estudos mostram que a medida pode reduzir os repasses para a área de educação que, limitados por um teto geral, resultarão na necessidade de retirada recursos de outras áreas para investimento no ensino. O governo defende a medida como um ajuste necessário em meio à crise que o país enfrenta e diz que educação e saúde não serão prejudicadas.
Eles também são contra a reforma do ensino médio, proposta pela Medida Provisória (MP) 746/2016, enviada ao Congresso. Para o governo, a proposta irá acelerar a reformulação da etapa de ensino que concentra mais reprovações e abandono de estudantes. Os alunos argumentam que a reforma deve ser debatida amplamente antes de ser implantada por MP, que começa a vigorar imediatamente.
De acordo com o MEC, o prazo dado "é para que ainda haja tempo hábil para realização das provas nos locais. Caso as ocupações sejam mantidas, prejudicando os alunos que fariam prova nesses locais, o Inep [Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Aníseio Teixeira] terá de fazer a prova em outra data para aqueles estudantes que não conseguiram. Não há data definida porque o MEC ainda aguarda que o bom senso prevaleça", diz o ministério por meio da assessoria de imprensa.


Com informações, Agência Brasil

Vinte pessoas morrem em acidente com ônibus na PR 323


Vinte morreram e 15 pessoas ficaram feridas em um acidente gravíssimo envolvendo um caminhão e um ônibus na manhã desta segunda-feira (31), na PR-323, em Cafezal do Sul , próximo a Umuarama. De acordo com informações do Corpo de Bombeiros, o ônibus com passageiros da Secretaria Municipal de Saúde de Altônia bateu em um caminhão-tanque da empresa de leite Lacto e houve uma explosão. Tudo pegou fogo e, segundo os bombeiros, a causa da morte de muitas pessoas foram as queimaduras, rapidamente, com muitas vítimas carbonizadas. 




Em assembleia, professores da rede estadual decidem suspender greve


Cerca de 3 mil educadores decidiram na manhã desta segunda (31), em Curitiba, na assembleia da APP-Sindicato, suspender a greve após 15 dias “A greve foi suspensa, mas a pressão sobre o governo continua”, dizem os educadores. A greve foi deflagrada pela categoria no último dia 17 de outubro em virtude do calote do governo, que quer revogar a data-base do funcionalismo público. Os educadores reivindicam apenas o cumprimento do acordo que pôs fim à greve do ano passado, que consiste na reposição inflacionária de 2016 (não aumento) em janeiro de 2017. Retornando às salas de aula, os profissionais do magistério terão pela frente a ocupação de centenas de escolas pelos estudantes. Os alunos não se sentem contemplados, pois exigem a retirada da MP 746 (reforma do ensino médio) e da PEC 55 (antiga PEC 241), que congela investimento pelos próximos 20 anos.




Informações, Bem Paraná

Ulisses Maia (PDT) vence eleição para a prefeitura de Maringá


O advogado de 47 anos Ulisses Maia, do Partido Democrático Trabalhista (PDT), será o novo prefeito de Maringá. Ele venceu o segundo turno neste domingo (30) contra Sílvio Barros do Partido Progressista (PP). O pedetista somou 118.635, 58,88% dos votos válidos, sendo o prefeito mais votado da história de Maringá, contra 82.868 (41,12%) de Sílvio Barros. Dos 261.716 eleitores do município, 80,39% foram às urnas, com 1,39% de votos brancos e 2,84% de nulos. Graduado em Direito pela Universidade Estadual de Maringá (UEM) e especialista em Direito Tributário e Eleitoral, Maia foi assessor jurídico e diretor legislativo da Câmara Municipal de Maringá em 1993. Ainda foi chefe do Núcleo Regional de Educação de Maringá em 2002, diretor do Procon entre 2005 e 2006, chefe de gabinete da Prefeitura Municipal de Maringá entre agosto de 2006 e março de 2010, além de secretário municipal de Assistência Social, de janeiro de 2011 a março de 2012. Eleito vereador, chegou à presidência da Casa entre 2013 e 2014. Nesta segunda tentativa à prefeitura de Maringá, pela coligação Inovação e Transparência, reuniu PDT, PV, PEN e PPL. Seu vice-prefeito será o empresário Edson Scabora (PV). Com a vitória, Ulisses Maia interrompe um ciclo de 12 anos do grupo Barros no poder, que teve início com Sílvio por dois mandatos, entre 2005 e 2012, e seu vice Roberto Pupin como chefe do Executivo entre 2013 e 2016.