sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Mulher é acusada de fingir câncer para arrecadar dinheiro


Na foto a acusada sendo transportada pelo helicóptero do BPMOA
 A Polícia Civil de Apucarana investiga uma mulher acusada de mentir sobre um tratamento de câncer para arrecadar dinheiro. Duas amigas que vinham ajudando a suposta paciente passaram a desconfiar da doença, levantaram indícios e denunciaram o caso, o que levou a abertura de um inquérito policial. A dona de um centro de estética, uma das denunciantes, contou que conheceu Nerileine Aguilar Miranda, que teria recentemente se curado de um caso de leucemia, em 2014. 

Comovida com a história, a empresária passou a incentivá-la e chamou inclusive para trabalhar em seu estabelecimento. Em julho deste ano, Nerileine declarou que precisava fazer exames caros, mas não tinha dinheiro, e pediu para usar o nome do centro em uma rifa beneficente. Em seguida, no mês de agosto, outra promoção, desta vez uma macarronada, inclusive com envolvimento do comércio de Apucarana e entidades, para pagar o tratamento de um novo câncer que havia tomado seu intestino. 

Nas promoções foram arrecadados cerca de R$ 15 mil e a suposta paciente foi a Curitiba para uma cirurgia. Porém, no mesmo dia em que alega ter passado pelo procedimento, a Polícia Civil obteve um comprovante de um hotel da capital com check-in da acusada. A dona da clínica passou a desconfiar da então amiga devido à rápida recuperação da cirurgia. Outra então amiga também começou a ter dúvidas em virtude das histórias com contradições e o recibo de um celular que teria sido dado de presente por um médico, mas tinha Nerileine na nota fiscal. 

O delegado José Aparecido Jacovós declarou que há fortes indícios de um golpe, mas que o inquérito ainda está em fase inicial. Um dos fatos que serão apurados será o uso do helicóptero do Batalhão de Polícia Militar de Operações Aéreas (BPMOA), onde trabalha um parente da suspeita. Há inclusive uma foto dela na aeronave em sua página pessoal do Facebook. Em entrevista ao repórter Fernando Rípoli da Rede Massa, por telefone, Nerileine negou as acusações. 

Seu advogado informou que só vai se pronunciar no inquérito, mas reiterou que a cliente se apresenta como inocente. À Polícia Civil, a acusada alega que teria sido enganada pelo médico com quem se consulta há anos.

Elementos tentam roubar caminhonete de policial na saída de bar

Bandidos tentaram roubar uma caminhonete de um policial civil no fim da noite de quinta-feira (3), no Centro de Maringá. Ele saía de um bar quando foi abordado por dois ladrões armados. O caso aconteceu na Praça Interventor Manoel Ribas e o policial reagiu, atirando, o que assustou os ladrões. Os bandidos acabaram fugindo a pé pela Avenida Tiradentes, sem roubar a Toyota Hilux. Após a fuga, a Polícia Militar foi chamada e registrou um boletim de ocorrência sobre a tentativa de roubo. 



Com informações: Massa News

Vereador e integrantes do MST são presos em operação da Polícia Civil

O vereador eleito em Quedas do Iguaçu, Claudelei Torrente de Lima (PT), e mais sete integrantes do Movimento Sem Terra (MST), inclusive o dirigente nacional do movimento, foram presos na manhã de sexta-feira (4), durante a operação Castra da Polícia Civil do Paraná. 

As investigações apontaram 14 pessoas envolvidas na organização criminosa suspeita de furtos, roubos, invasão de propriedade, incêndios criminosos, cárcere privado, lesão corporal, porte ilegal de arma de fogo de uso restrito e irrestrito e constrangimento ilegal.

As prisões e apreensões foram realizadas em Quedas do Iguaçu, Francisco Beltrão, Laranjeiras do Sul, e também em São Paulo e no Mato Grosso do Sul. Foram expedidos 14 mandados de prisão preventiva, 10 de busca e apreensão e ainda dois de condução coercitiva, quando a pessoa é levada para prestar depoimento na delegacia.

Ao todo, 70 policiais participam da operação. Estes de Cascavel, Francisco Beltrão e Laranjeiras do Sul, além da Denarc de Cascavel, do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), do Tático Integrado Grupos de Repressão Especial (Tigre) e do Grupamento de Operações Aéreas (GOA).

A operação foi deflagrada, pois em março deste ano, após a invasão da Fazenda Dona Hilda, em Quedas do Iguaçu, empregados da propriedade foram mantidos em cárcere privado. O dono da propriedade relatou que após a invasão, 1300 cabeças de gado sumiram, o que deixou o prejuízo estimado em mais de R$ 5 milhões.

Segundo as investigações, os animais foram vendidos por integrantes do MST e eram transportados com documentação irregular.

Os alvos desta ação policial também cobravam uma taxa em dinheiro (de até R$ 35 mil) ou sacas de grão para autorizar que os donos fizessem a colheita da própria plantação.

Detalhes de como era a atuação do vereador Claudelei não foram divulgados. O vereador foi eleito nas últimas eleições e agora está preso.

Com informações: Catve