terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Petrobras sobe preço e gasolina deve ficar R$ 0,12 mais cara nas bombas

A Petrobras decidiu elevar o preço nas refinarias do diesel, em 9,5%, e da gasolina, em 8,1%. A informação foi divulgada na noite desta segunda-feira (5) em nota distribuída pela companhia. Segundo a Petrobras, o impacto nas bombas deverá ser de 5,5% para o diesel, ou mais R$ 0,17 por litro, e de 3,4% para a gasolina, mais R$ 0,12 por litro. Segundo a nota, os aumentos passam a valer a partir desta terça-feira (6) e estão de acordo com a política de preços anunciada pela Petrobras em outubro. "As principais variáveis que explicam a decisão do Grupo Executivo [de Mercado e Preços] são o aumento observado nos preços do petróleo e derivados e desvalorização da taxa de câmbio no período recente. Por outro lado, a participação da Petrobras no mercado interno de diesel registrou pequenos sinais de recuperação", informa a nota.

Câmara de Maringá vota reajuste de 8,27% no IPTU para 2017


A Câmara Municipal de Maringá votará nesta terça-feira (6), em primeira discussão, o projeto de lei complementar, de autoria do Executivo, que reajusta o valor do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) para 2017. A proposta é de um aumento de 8,27%, correspondente à inflação de novembro de 2015 a outubro de 2016, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Também será votado, mas em segunda discussão, o projeto do Executivo sobre o orçamento de 2017. A previsão é arrecadar R$ 1.441.751.884 durante o ano e investir R$ 395.053.902 na Secretaria Municipal de Saúde, além de R$ 271.347.438 na Secretaria Municipal de Educação. Com 12 votos, foram aprovadas na semana passada uma emenda e subemenda modificativa que aumentam em R$ 2,2 milhões a verba destinada à Secretaria Municipal de Cultura. Esse remanejamento financeiro foi requerido para ampliar a verba do Prêmio Aniceto Matti e realizar um concurso de projeto arquitetônico e urbanístico da Praça Raposo Tavares e do Cine Teatro Plaza. No total, a Secretaria Municipal de Cultura receberá R$ 16,7 milhões no próximo ano.

Maioria dos alunos brasileiros não sabe fazer conta nem entende o que lê


Dados do PISA (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes) 2015, divulgados nesta terça-feira (6), indicam que o desempenho dos estudantes brasileiros em matemática e ciências piorou em comparação aos dados de 2012. Quando o assunto é a capacidade de leitura, os resultados seguem preocupantes, já que a média não mudou desde então-- quando a pontuação já era considerada ruim. Em matemática, de acordo com o relatório, 70,3% dos estudantes brasileiros ficaram abaixo do nível 2 de desempenho na avaliação --patamar mínimo estabelecido pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) como necessário para que o estudante exerça plenamente sua cidadania. Na prática, os alunos não conseguem responder às questões da disciplina com clareza e não conseguem identificar ou executar procedimentos rotineiros de acordo com instruções diretas em situações claras. A média nacional nessa disciplina foi de 377 pontos, muito abaixo da média da OCDE (490). Para se ter uma ideia, os melhores colocados no levantamento tiveram médias de 524 (Coreia do Sul), 516 (Canadá) e 511 (Finlândia). Em 2012, a média na mesma disciplina foi de 389. Com isso, o país registrou recuo em seu desempenho. Segundo a publicação, a habilidade em matemática é definida como a capacidade individual de formular, empregar e interpretar a matemática em uma série de contextos. Isso inclui o raciocínio matemático e o uso de conceitos, procedimentos, dados e ferramentas para descrever, explicar e prever fenômenos. Há seis níveis de proficiência na disciplina. Os dados do Pisa 2015 também apontam que 51% dos estudantes não possuem o patamar que a OCDE estabelece como necessário para que se possa exercer plenamente sua cidadania, considerando sua capacidade de leitura. Eles não ultrapassaram o nível 2 dentro da escala de avaliação. Com isso, é possível afirmar que os jovens brasileiros têm dificuldades em lidar com textos e documentos oficiais, como notas públicas e notícias. Além disso, têm problemas para interpretar informações e integrar contextos. A pontuação do Brasil foi de 407, enquanto que os países da OCDE tiveram uma média de 493. A média brasileira foi a mesma de três anos atrás, na última edição do Pisa.


Com informações: Bem Paraná