sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Operação da PF que investiga fraudes na Caixa cumpre mandado em Maringá


A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (13) a Operação Cui Bono, para investigar esquema de fraudes na liberação de créditos junto à Caixa Econômica Federal, que teria ocorrido, pelo menos, entre 2011 e 2013.
Policiais federais dão cumprimento a sete mandados de busca e apreensão, em endereços residenciais e comerciais, no Distrito Federal, Bahia, Paraná e São Paulo. No Paraná, um mandado de busca e apreensão foi cumprido em Maringá.  O investigado é Marcos Roberto Vasconcelos, vice-presidente de Gestão de Ativos da Caixa. Ele foi indicado ao cargo pelo Partido dos Trabalhadores (PT) e exonerado em setembro pelo presidente Michel Temer.

Esquema

O esquema seria composto pelo então Vice-Presidente de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica Federal, o ex-ministro Geddel Vieira Lima, pelo Vice-Presidente de Gestão de Ativos, por um servidor da CEF, empresários e dirigentes de empresas dos ramos de frigoríficos, de concessionárias de administração de rodovias, de empreendimentos imobiliários, além de um operador do mercado financeiro.
A investigação da Operação Cui Bono é um desdobramento da Operação Catilinárias, realizada em 15 de Dezembro de 2015. Naquela oportunidade os policiais federais encontraram um aparelho celular em desuso na residência do então Presidente da Câmara do Deputados Eduardo Cunha.
Submetido a perícia e mediante autorização judicial de acesso aos dados do dispositivo, a Polícia Federal extraiu uma intensa troca de mensagens eletrônicas entre Cunha e Geddel entre 2011 e 2013.
As mensagens indicavam a possível obtenção de vantagens indevidas pelos investigados em troca da liberação para grandes empresas de créditos junto à Caixa Econômica Federal, o que pode indicar a prática dos crimes de corrupção, quadrilha e lavagem de dinheiro.
Diante desses indícios, a PF passou a investigar o caso, que tramitava no Supremo Tribunal Federal em razão de se tratar de investigação contra pessoas detentoras de prerrogativa de foro por função. Porém, em virtude dos afastamentos dos investigados dos cargos e funções públicas que exerciam, o Supremo Tribunal Federal decidiu declinar da competência e encaminhar o inquérito à Justiça Federal do DF.

Mãe muda versão e diz que contratou trio para dar um "corretivo" no filho


mãe que tinha confessado ter matado o filho a facadas no interior de São Paulo, segundo a polícia, mudou a versão do crime em novo depoimento. Na noite desta quinta-feira (12), Tatiana Ferreira Lozano Pereira, 32, responsabilizou três pessoas -dois rapazes e uma adolescente- pela morte de Itaberly Lozano Rosa, 17, assassinado a golpes de faca em 29 de dezembro, em Cravinhos (a 292 km de São Paulo).
No depoimento de cerca de 40 minutos ao delegado responsável pelo caso, Tatiana disse que os três chegaram à noite em sua casa no dia 29 de dezembro e perguntaram se o jovem estava lhe "dando muito trabalho" e se precisava de um "corretivo". Ela disse que sim, segundo o depoimento, dizendo-lhes que não deixassem o filho machucado.
O trio então esperou Itaberly chegar em casa, segundo ela, e entrou no quarto da vítima vestindo capuzes. Somente a adolescente foi identificada por ela. Os outros dois, Tatiana disse desconhecer.
A mãe disse que saiu de casa neste momento, mas que ouviu o pedido de ajuda do filho. "Mãe, vou morrer", gritou o jovem, segundo depoimento da mulher à polícia. Vinte minutos depois, ela voltou para o interior da casa e se deparou com o filho morto, disse.
Desesperada e com medo de ser culpada pela polícia, segundo seu depoimento, ela teve a ideia de ocultar o corpo. Foi aí que ela acordou o marido, padastro de Itaberly, que a ajudou a enrolar o cadáver em um edredom, jogar em um canavial e atear fogo, para sumir com as impressões.
Apesar do novo relato, Tatiana não soube explicar os motivos de não dar o nome dos três suspeitos do crime. Segundo o delegado Eduardo Librandi Junior, que investiga o caso, ela preferiu ser mantida presa, mesmo com as garantias de guardar a sua vida com ajuda policial.