quinta-feira, 2 de março de 2017

No Paraná, 82 mil podem perder o título de eleitor



Mais de 82 mil paranaenses podem ter o título de eleitor cancelado por não terem votado, nem justificado a ausência nas últimas eleições, segundo dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O Paraná foi o quinto estado com maior número de ausências sem justificativa, atrás apenas de São Paulo (529.818), Rio de Janeiro (261.335), Minas Gerais (175.020) e Bahia (147.499). Em todo o País, quase dois milhões de eleitores estão nessa situação. Somente em Curitiba, 23.163 eleitores deixaram de votar ou não justificaram a ausência nas últimas três eleições. Desde o último dia 22, os cartórios eleitorais em todo o país passaram a publicar as relações de eleitores que se ausentaram nas últimas três votações e que podem ter o título de eleitor cancelado. A lista com o nomes fica disponível nos cartórios eleitorais por, no mínimo, dez dias, com publicidade nos meios de comunicação. Os partidos políticos também devem ser informados. Os eleitores que constarem na relação de faltosos devem comparecer ao cartório eleitoral no período de 2 de março a 2 de maio de 2017 para regularizar sua situação. O cidadão deverá apresentar documento com foto que comprove sua identidade, título eleitoral e comprovantes de votação, de justificativa e de recolhimento de multa ou de dispensa de recolhimento. O não comparecimento para comprovação do exercício do voto, da justificativa de ausência ou do pagamento das multas correspondentes implicará o cancelamento automático do título de eleitor, a ser efetivado de 17 a 19 de maio deste ano. Cada turno do pleito é considerado uma eleição e a Justiça Eleitoral não expedirá nenhuma notificação ao eleitor informando sobre a pendência no cadastro eleitoral. Desinteresse - No primeiro turno da eleição para prefeito de Curitiba em 2016, 211.952 eleitores da Capital paranaaese, ou 16,44% do total não apareceram para votar, contra 106.659 ou 8,55% quatro anos antes. Outros 96.901 eleitores, ou 9% anularam o voto, contra 56.141 ou 5,26% em 2012, um aumento de 71%. Já os votos em branco cresceram de 34.957 ou 3,27% para 51.495 ou 4,78% do total, um aumento de mais de 47%. A soma de votos brancos, nulos e abstenções chegou a mais de 360 mil, número superior aos 356 mil votos obtidos pelo prefeito eleito Rafael Greca (PMN), que foi o candidato mais votado para a prefeitura no primeiro turno. O cenário foi ainda mais grave no segundo turno da disputa na Capital. As abstenções, votos brancos e nulos, quando somados, chegaram a quase 420 mil votos. O índice de abstenção atingiu mais de 20%. Os votos nulos também tiveram leve alta em relação ao primeiro turno, totalizando 11,4%. Os votos em branco praticamente não tiveram alteração — 4,3%. Em todo o País, o número de eleitores que não compareceram às urnas no segundo turno das eleições municipais, somado aos votos brancos e nulos, foi de aproximadamente 10,7 milhões de pessoas. Ao todo, 57 cidades tiveram segundo turno, número superior ao de 2012, quando 50 muncipíos passaram por uma segunda rodada de votações. Entre uma eleição e outra, o número de eleitores que foram às urnas nessa etapa cresceu 3,97%. O número, segundo o TSE, corresponde a 32,5% dos 32,9 milhões de eleitores aptos a votar. No segundo turno das eleições municipais de 2012, o número foi menor, de 8,4 milhões (26,5% dos 31,7 milhões de eleitores).

Reunião no gabinete do prefeito Volpato define estratégia de combate a violência em Sarandi


Polícias e poder público vão atuar integrados para intensificar combate ao tráfico em Sarandi A segurança pública de Sarandi foi tema de uma reunião no início desta tarde (01/3), a prefeitura e mobilizou integrantes da administração municipal, Delegacia de Polícia, Polícia Militar, Guarda Municipal e Câmara de Vereadores. O objetivo é realizar um trabalho integrado entre as polícias e poder público para combater à criminalidade motivada pelo tráfico de drogas. A iniciativa do encontro foi do gabinete do prefeito Walter Volpato, diante dos oito homicídios registrados no município nesses dois meses e a urgência de combate ao tráfico. Foi unânime entre os presentes, a reclamação da necessidade de melhoria das condições das polícias civil e militar para ações ostensivas e preventivas de enfrentamento ao tráfico. Volpato destacou que o governo do estado precisa olhar mais por Sarandi, que não é mais uma pequena cidade. “Temos aqui 100 mil habitantes e apenas um delegado. Estamos aqui reunidos para discutir o melhor caminho e dar uma reposta à população que clama por segurança”. Segundo o delegado, Adão Wagner Loureiro Rodrigues, nove em cada homicídios registrados em Sarandi são motivados pelo tráfico de drogas. Ele assumiu o cargo há aproximadamente 20 dias e tem pelo menos 1,2 mil processos em andamento na delegacia, sendo 90% por crime ligado ao tráfico. A equipe da delegacia de Sarandi que já era deficitária ficou menor ainda, com a transferência, recente, de dois escrivães e um investigador de polícia. Segundo ele, o índice de assaltos não é alto na cidade, mas o tráfico de drogas domina os registros policiais, com mortes. “Precisamos que a população denuncie através do 181 os pontos de venda de drogas. É um serviço importante, sigiloso e que vai ajudar e muito a polícia”, insistiu Adão Wagner. As denúncias são de grande ajuda para a eficiência das Ações Integradas Fiscalização Urbana (Aifo), que também serão realizadas com mais frequência a partir deste mês. Em 2016, 21 pessoas vítimas de homicídio em Sarandi. Segundo capitão-PM Gilson Dias, em 2011 e 2012, esse número chegou a 55/ano. Ele atribui o aumento nesse início de ano, também, ao fator socioeconômico. “O quer está ocorrendo em Sarandi não é um caso isolado. A crise econômica e o desemprego aumentam a violência e a criminalidade”. Além da ajuda da população, por meio de denúncias e mais operações Aifo, foi sugerida a realização de campanhas na mídia sobre segurança. 


Com informações: Assessoria de Comunicação de Sarandi