Paraná tem mais de 500 casos de abuso sexual e aliciamento de crianças pela internet sob investigação



Em todo o estado do Paraná, mais de 500 denúncias de abuso sexual e aliciamento de crianças pela internet estão sob investigação da polícia, de acordo com o Núcleo de Combate aos Cibercrimes (Nuciber). Segundo o delegado do Nuciber, Demetrius de Oliveira, em 2017 foram registrados 51 novas denúncias. O delegado comenta que, na maior parte dos casos, os pais só percebem que os filhos estão sofrendo assédio e ameaças depois de muito tempo. A polícia ressalta a importância da atenção dos pais em relação ao uso de equipamentos eletrônicos e computadores pelos filhos. 

No programa de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Dedica), em Curitiba, a equipe de médicos e psicólogos atende entre oito e 10 novos casos de violência sexual grave contra crianças por semana. A médica e coordenadora do Dedica, Luci Pheifer, comenta que os riscos não ocorrem apenas pela internet ou com autores distantes do ambiente familiar. Na maior parte casos, segundo ela, os suspeitos vivem próximos às vítimas. Segundo a polícia, as denúncias são fundamentais para o combate aos crimes. 

Por meio de um boletim de ocorrências, os policiais podem chegar à apreensão de computadores dos autores, que muitas vezes apresentam materiais fotográficos que podem levar a outros suspeitos. Na terça-feira (20), um homem foi preso suspeito de pedofilia e de participação em crime de estupro de vulnerável e armazenamento de material de pornografia infantil, durante a operação “Anjo da Guarda”, deflagrada pela Polícia Civil de Pato Branco, no sudoeste do Paraná, em conjunto com a Polícia Civil de Chapecó (SC). Segundo a polícia, a família de um menino de 11 anos, de Pato Branco, registrou um boletim de ocorrência denuncando o suspeito. A mãe da criança informou à polícia que uma pessoa obrigou, sob ameaça, que o garoto fizesse vídeos com cenas de sexo, incluindo o irmão de cinco anos. Ela disse ainda que descobriu as conversas entre o filho e o suspeito depois de percebeu que a criança passou a ficar nervosa e agressiva.


Fonte: G1 Noroeste 

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