quinta-feira, 8 de julho de 2010

Em guerra contra Requião, Pessuti promove “degola”

O governador Orlando Pessuti (PMDB) confirmou ontem que pediu à Lúcia Arruda, irmã do ex-governador Roberto Requião (PMDB), que entregue o cargo de presidente do Programa do Voluntariado Paranaense (Provopar), e determinou uma série de demissões de “protegidos” do antecessor que ainda ocupavam cargos de confiança no Executivo Estadual. A iniciativa escancarou de vez a guerra aberta entre Pessuti e Requião, que se agravou depois que o ex-governador trabalhou para derrubar os planos de seu sucessor de disputar a eleição como candidato do PMDB ao governo.

Além de pedir o cargo a Lúcia Arruda, o governador também demitiu o presidente da Ferroeste, Samuel Gomes, e de outros dois diretores da estatal, Paulo Marques (Diretor Administrativo Financeiro), e Lino Antonio de Campos Gomes (Diretor de Produção). Eles serão substituídos por Neuroci Frizzo (presidência); José Carlos Mendes (Diretoria Adminstrativa Financeira) e Mauro Fortes Carneiro (Diretoria de Produção).

Outro demitido foi o chefe da Casa Militar, tenente-coronel Washington Rosa, que dará lugar ao coronel Aurélio Chaves. Nizan Pereira, que ocupava a Secretaria de Assuntos Estratégicos, foi transferido para uma assessoria especial de direitos humanos, e será substituído por José Maria Correia.

Pessuti, que ontem transmitiu o cargo de governador para o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Carlos Hoffmann, por conta de uma viagem à África do Sul, onde participará do lançamento da Copa do Mundo de 2014, negou que as demissões tenham um caráter de “caça às bruxas” contra os remanescentes do governo Requião. “Não sou nem nunca fui vingativo. Minhas ações não são pautadas pela vingança ou pelo ódio”, garantiu.

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