segunda-feira, 11 de outubro de 2010

O caso Paulo Preto e a campanha de Serra
 
 
 
Quem é e como agia o engenheiro Paulo Vieira de Souza, acusado por líderes do PSDB de ter arrecadado dinheiro de empresários em nome do partido e não entregá-lo para o caixa da campanha

Nas últimas semanas, o engenheiro Paulo Vieira de Souza tem sido a principal dor de cabeça da cúpula tucana. Segundo oito dos principais líderes e parlamentares do PSDB ouvidos por ISTOÉ, Souza, também conhecido como Paulo Preto ou Negão, teria arrecadado pelo menos R$ 4 milhões para as campanhas eleitorais de 2010, mas os recursos não chegaram ao caixa do comitê do presidenciável José Serra.

o se trata de dinheiro sem origem declarada, o partido não tem sequer como mover um processo judicial. “Ele arrecadou por conta própria, sem autorização do partido. Não autorizamos ninguém a receber dinheiro de caixa 2. As únicas pessoas autorizadas a atuar em nome do partido na arrecadação são o José Gregori e o Sérgio Freitas”, afirma o ex-ministro Eduardo Jorge, vice-presidente nacional do PSDB. “Não podemos calcular exatamente quanto o Paulo Preto conseguiu arrecadar. Sabemos que foi no mínimo R$ 4 milhões, obtidos principalmente com grandes empreiteiras, e que esse dinheiro está fazendo falta nas campanhas regionais”, confirma um ex-secretário do governo paulista que ocupa lugar estratégico na campanha de José Serra à Presidência.

Violência

Pai atira em filha de 3 anos e se mata

O município de Marilândia do Sul (distante 34 quilômetros de Apucarana) vivenciou um tragédia na tarde deste domingo (10). Um pai, Indalécio Camargo, 29 anos, atirou contra a cabeça da própria filha de 3 anos de idade e se matou. Êmilly Isabely Camargo está internada na unidade de terapia intensiva do Hospital da Providência, em Apucarana, e corre sério risco de morte.

De acordo com o soldado Antônio, do destacamento da Polícia Militar de Marilândia, a menina morava com a mãe, Fabiele Aparecida Cesário, 23 anos, mas, por insistência de sua ex-sogra, mãe de Indaléio, deixou a criança passar o domingo com a avó. Fabiele estava separada de Indalécio havia três meses.

O pai, que estava trabalhando em um posto de combustível, saiu mais cedo, por volta de 13 horas, e levou a criança para dar um passeio. "Logo que ele saiu da casa de sua mãe com a menina, ele telefonou para Fabiele e disse que ia matar a filha e se matar", relatou o soldado.

Neste momento, por volta de 13h50, Fabiele Aparecida Cesário, foi até o destacamento e registrou a ocorrência. "Saímos fazendo diligências, procurando o pai e a filha. Acabamos indo para a casa de Indalécio após um informante nos dizer que a moto dele estava lá".

Ainda segundo o soldado, a irmã de Indalécio, que mora na residência ao lado, não deixou os policiais entrarem. Ela mesma foi chamá-lo e se deparou com a cena da tragédia. "O homem já estava sem pulso. E menina estava agonizando. Eu a carreguei nos braços, levei para a viatura e nos dirigimos ao pronto atendimento. Logo, ela foi transferida para Apucarana", relatou o soldado Antônio.

"Acreditamos que o pai estava com a filha no colo quando atirou contra a cabeça dela, porque seu braço está perfurado. Em seguida, se matou", disse Antônio. O revólver, de calibre 38, estava armado com dois projéteis. Fabiele está internada, sob efeito de sedativos.


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